quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

The Guardian: “Jogo sujo?” - COM O ANTAGONISTA

The Guardian: “Jogo sujo?”


O jornal britânico The Guardian deixou o registro protocolar da morte de Teori para afirmar que “o momento provavelmente levantará questões sobre um possível jogo sujo”, numa alusão à possibilidade de a queda do avião não tenha sido um acidente.
A publicação lembra que Teori estava à frente de um escândalo capaz de atingir não apenas Lula, mas também Temer e “dezenas de políticos proeminentes.”
Eis o trecho:
“The timing is likely to raise questions of possible foul play. Zavascki has played a prominent role in the Lava Jato judicial inquiry into a bribery and kickback scandal that has implicated scores of politicians – including current and former presidents Michel Temer and Luiz Inácio Lula da Silva, and several dozen other prominent politicians – and resulted in the jailing of the former head of the lower house of Congress, Eduardo Cunha.”

Ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, morre em acidente aéreo em Paraty SITE RADIOVOX

Ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, morre em acidente aéreo em Paraty

Um avião de pequeno porte caiu no começo da tarde desta quinta-feira (19) no litoral de Paraty, na região sul do Estado do Rio de Janeiro. O Supremo Tribunal Federal informou que o nome do ministro Teori Zavascki estava na lista de passageiros. Teori é o relator da Operação Lava Jato no Supremo. Ainda segundo o Supremo, o presidente Michel Temer e a ministra Cármen Lúcia já foram informados do acidente.
avião_zavasckiO filho do ministro, o advogado Francisco Prehn Zavascki, também confirmou que o ministro estava na aeronave. “O pai estava no avião e a família está aguardando por um milagre”, disse Francisco. Segundo a assessoria de imprensa do STF, a presidente da Corte, Carmén Lúcia, está retornando à sede do tribunal. Ainda não há informações sobre se ela irá ao Rio de Janeiro acompanhar os desdobramentos do acidente. Segundo a assessoria de imprensa da FAB (Força Aérea Brasileira), o avião de modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília).
De acordo com funcionários do aeroporto de Paraty, a aeronave caiu no mar por volta das 13h30, momento em que chovia na região. Nem a FAB nem os Bombeiros informaram sobre quantas pessoas estavam a bordo e sobre o estado de saúde das mesmas. Segundo informações disponíveis no site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Beechcraft C90GT tem capacidade para sete passageiros, além do piloto. É um avião bimotor turboélice fabricado pela Hawker Beechcraft. A aeronave PR-SOM está registrada em nome da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras Limitada. De acordo com a FAB, uma equipe do Seripa-3 (Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está a caminho de Paraty para iniciar a investigação sobre o acidente. Integrantes da Marinha e do Corpo de Bombeiros prestam assistência no local. Teori é o relator da Lava Jato no Supremo e estava prevista para fevereiro a homologação dos acordos de delação da Odebrecht. Investigadores da Lava Jato trabalhavam com a previsão de que todo o conteúdo das 77 delações da empreiteira Odebrecht, considerada a maior delação do esquema, seja tornado público na primeira quinzena de fevereiro.
teori-zavascki-20120925-006A expectativa de investigadores era de que o ministro Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, retire o sigilo dos cerca de 900 depoimentos tão logo as delações sejam homologadas. Isso estava previsto para ocorrer após o fim do recesso do Judiciário, nos primeiros dias de fevereiro.
Confirmado pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro: o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu vítima do acidente aéreo em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro. Ele deve ser velado no STF e será enterrado em Santa Catarina. Teori estava a bordo do avião modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM pertencente a Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A aeronave tem capacidade para oito pessoas. Zavascki era relator do processo da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal e estavam com ele, para homologação, as delações premiadas da Odebrecht. Sua morte causará um grande atraso nas investigações em curso na Suprema Corte.

Filho de Zavascki já tinha alertado em maio de 2016 sobre riscos contra sua família

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Vários sites noticiaram em maio de 2016 que Francisco Prehn Zavascki, filho de Teori, postou a seguinte mensagem em seu Facebook:
É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter á lei! Acredito que a Lei e as instituições vão vencer. Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar…! Fica o recado!”
A mensagem foi apagada logo em seguida

O avesso do avesso Olavo de Carvalho Diário do Comércio, 6 de março de 2006



O avesso do avesso
Olavo de CarvalhoDiário do Comércio, 6 de março de 2006

Até o começo dos anos 90 ainda era possível acreditar, honestamente, que a Nova Ordem Mundial que se formava ante os olhos de todos após a queda da URSS era, em essência, a mundialização do poder americano, a realização dos sonhos mais ambiciosos dos imperialistas do Norte.
Todas as aparências indicavam isso, e estudiosos tão isentos de viés esquerdista como o Pe. Michel Schooyans e o historiador espanhol Ricardo de La Cierva afirmavam categoricamente que a ONU, governo mundial em germe, não era senão a expressão e instrumento do Estado americano ampliado à escala global.
Hoje, quem quer que continue acreditando nisso, depois de tudo o que aconteceu nessa década e meia e com todas as informações que se tornaram acessíveis a respeito, é um autêntico homem de Neanderthal, se não for seu antepassado mais próximo, o dr. Emir Sader em pessoa.
Na visão dessas criaturas primevas, a Nova Ordem Mundial é o bom e velho imperialismo americano que, mal camuflado, estende suas asas sobre o globo terrestre, pondo em risco a soberania das nações pobres, cuja esperança então se volta para os poucos núcleos de resistência espalhados pelo mundo, como Cuba, a Coréia do Norte e os terroristas islâmicos, bravos pigmeus em luta contra o gigante, à imagem e semelhança da Princesa Léa e Luke Skywalker enfrentando aos trancos e barrancos as tropas imperiais sob o comando de Darth Vader (não inventei a comparação; ela já se tornou um lugar-comum do imaginário esquerdista).
Hoje em dia, o material disponível com as provas cabais de que não é nada disso que está acontecendo é tão vasto, tão abundante e tão consistente, que a única desculpa razoável que alguém pode apresentar para continuar apegado a essa idéia é ser pessoalmente o dr. Emir Sader e nada poder fazer contra tão cruel destino. Todos os demais são culpados de negligência proposital.
Digo isso com a ressalva de que, as informações pertinentes sendo talvez menos acessíveis no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo com exceção dos países islâmicos e comunistas, a ignorância geral dos fatos explica a subsistência residual, neste país, de lendas e estereótipos já desmoralizados pelo tempo e em toda parte.
Mas mesmo ignorantes profissionais não podem ter deixado de notar, nos últimos anos, o conflito aberto entre a ONU e os EUA, seguido de uma explosão mundial de anti-americanismo, cujas manifestações nas ruas e na mídia, simultâneas, súbitas e organizadíssimas, não poderiam ter surgido do nada, sem longa e dispendiosíssima preparação secreta. De repente, os pobres e esfarrapados tinham a seu serviço o New York Times, o Washington Post, a CBS, a CNN e praticamente todo o restante da grande mídia internacional (a brasileira, então, nem se fala), enquanto os ricaços imperalistas mal conseguiam uma entrevistinha na Fox, uns minutos no programa de rádio do Rush Limbaugh, sem a menor repercussão fora dos EUA, e dois parágrafos em sua defesa na coluna da Mary O'Grady no Wall Street Journal . A desproporção contrastava tão dramaticamente com a visão convencional dos coitadinhos em luta contra as forças tentaculares do império financeiro intergalático, que parecia mesmo a coluna do dr. Emir, “O Mundo pelo Avesso”.
Para quem ainda tivesse alguma dúvida, bastava, para eliminá-la, olhar a lista dos financiadores da gritaria anti-americana, entre os quais brilhavam, junto com George Soros, as fundações Ford e Rockefeller e outras fortunas do mesmo porte. Depois disso, só mesmo o cérebro geneticamente lesado dos apreciadores daquela coluna poderia, imune ao gritante paradoxo, continuar acreditando piamente na identidade de americanismo e globalismo. Nem falo dos discípulos do sr. Lyndon La Rouche, os quais, admitindo o paradoxo, tentavam explicá-lo como rebuscado truque do maquiavelismo ianque, como se rebuscada não fosse antes essa explicação e como se atrair todos contra si fosse astúcia digna do governo americano e não, mais apropriadamente, do saudoso Chapolín Colorado.
Não obstante, a afirmação absoluta dessa identidade é não apenas a crença unânime do esquerdismo local, para o qual ela tem ao menos a utilidade de fomentar o ódio ao seu inimigo tradicional, mas é também o fundamento de uma “nova doutrina militar brasileira” que vem se esboçando desde os anos 90, firmemente empenhada em criar, com base em informação deficiente, uma estratégia desastrosa que arrisca fazer das Forças Armadas brasileiras, amanhã ou depois, o instrumento servil da revolução continental, seja como aliadas da esquerda lulo-chavista que tanto as difamou e humilhou ao longo das décadas, seja, na melhor das hipóteses, como suas concorrentes na liderança do anti-americanismo nacional.
Essa visão das coisas não expressa nenhuma realidade objetiva; expressa apenas, indiretamente, o estado de total alienação da elite falante brasileira, separada do mundo por um muro de fantasias obsessivas e complexos incapacitantes, agravados por uma indolência intelectual verdadeiramente criminosa e pela compulsão irresistível de complicar ainda mais as coisas tentando mostrar boniteza em vez de exercer a única virtude que, numa hora dessas, poderia ser salvadora: a sinceridade.
Se entre todos os políticos, oficiais de alta patente, grandes empresários, professores de universidade, juristas e economistas de uma nação não se encontra um só que seja capaz de descrever corretamente o estado de coisas no mundo e enquadrar nele a posição do país – e a realidade é que não se encontra praticamente nenhum --, é claro que esse país está perdido e desorientado no espaço e no tempo, condenado a erros descomunais de política externa e administração interna que só por milagre não tornarão inviável sua existência de Estado independente num prazo mais veloz do que a imaginação desses indivíduos e grupos pode alcançar.
Os planos de grandeza e discursos patrióticos que saem da boca dessa gente são um coral de marinheiros bêbados num barco prestes a afundar. São sintomas psicóticos de uma total falta de senso da realidade.
Na verdade, ao tentar lhes explicar que as coisas não são como eles pensam, eu mesmo me sinto um pouco psicótico. Esperar que entendam alguma coisa é tão louco, no fundo, quanto apostar no futuro de um país liderado por eles. Mas, como essa esperança se recusa a morrer, vamos lá. Vamos tentar outra vez.
Os EUA são mesmo a potência hegemônica, mas é ridículo imaginar que todas as ações que os projetam no mundo sejam o resultado de um cálculo unitário fundado no seu “interesse nacional” (no sentido que o termo tem na ESG). Com mais freqüência, isto sim, exteriorizam o conflito interno americano, conflito que, por força da própria hegemonia dos EUA, expressa por sua vez a essencial divisão de forças no mundo. Dito de outro modo: a política americana, o drama americano, a guerra cultural americana, são o modelo em miniatura do conflito global. O problema é que, entre os palpiteiros midiáticos, acadêmicos, empresariais e militares do Brasil, ninguém entende coisíssima nenhuma do que acontece nos EUA, portanto enxerga menos ainda o que se passa no mundo.
Duas visões padronizadas, ambas falsas e profundamente idiotas, se alternam no imaginário nacional como pretensas descrições do cenário americano:
Visão 1 – As duas correntes em disputa ali são apenas duas faces da mesma moeda imperialista. Nos EUA não existe esquerda politicamente atuante, apenas uma direita capitalista durona e outra mais molinha.
Visão 2 - Existem, sim, uma direita e uma esquerda: a direita, republicana, é fundamentalista, imperialista e militarista, representando os interesses calhordas da elite financeira e industrial: a esquerda, democrata, representa os pobres e oprimidos do mundo, os direitos humanos, a democracia iluminista e, enfim, tudo o que é lindo desde o ponto de vista do Fórum Social Mundial.
Quanta besteira, porca pipa!
A divisão americana, em primeiro lugar, não é entre republicanos e democratas. É entre conservadores e globalistas. Estes estão nos dois partidos, os primeiros estão em parte no republicano, em parte órfãos de agremiação partidária, sem por isto deixar de constituir uma força política e cultural considerável.
O programa globalista, longe de ser imperialismo americano, consiste essencialmente em quebrar a soberania dos EUA, submetendo cada vez mais o país a organismos internacionais, sendo necessário, para esse fim, diluir a cultura e a identidade nacionais numa pasta “multiculturalista”.
O globalismo não tem finalidades essencialmente econômicas ou mesmo político-militares: é todo um conceito integral de civilização, uma verdadeira mutação revolucionária da espécie humana, incluindo a total erradicação das religiões tradicionais ou sua diluição numa religião biônica universal cuja expressão mais visível é o movimento da “Nova Era”. Seus ideais são tão opostos aos valores e interesses da nação americana que os conservadores, sem pestanejar, os consideram inimigos tão perigosos quanto a Al-Qaeda. Os poderosos grupos econômicos que apóiam o globalismo são os mesmos que elegeram Bill Clinton e sustentaram a campanha de John Kerry. Apóiam o aborto, o casamento gay, a liberação das drogas e tudo o mais que possa dissolver rapidamente a unidade histórica da cultura nacional americana. Fazem uso maciço do ativismo judicial para mudar completamente o sentido da Constituição através de sentenças que permitem o que era proibido e proibem o que era permitido. Patrocinam maciçamente a esquerda do Terceiro Mundo e as manifestações anti-americanas, mas, lutando para enfraquecer o país enquanto Estado independente, buscam ao mesmo tempo fortalecê-lo como instrumento da ONU. Daí a ambigüidade de suas tomadas de posição quanto ao terrorismo, por exemplo.
Os conservadores, cuja base de apoio econômico está essencialmente na prodigiosa capacidade de coleta de fundos de milhares de organizações populares ( grassroots ), mas que têm algum respaldo na indústria nacional acossada pela concorrência chinesa, defendem o predomínio americano no mundo, mas não querem a diluição do país num império transnacional. Suas ambições “imperialistas”, incomparavelmente mais modestas que as de seus concorrentes, consistem apenas em manter uma relativa superioridade econômica e militar dos EUA (numa inversão patética, é este plano, e não o globalista, que a mídia brasileira denuncia como grande perigo para a nossa soberania). Não aceitam a ingerência de organismos internacionais em assuntos de soberania, defendem as interpretações consagradas da Constituição, a restrição dos poderes do governo central, o liberalismo econômico clássico, os direitos das religiões tradicionais – protestantismo, catolicismo e judaísmo -- e a preservação da identidade cultural americana.
Cada palavra que se ouve em debates na mídia, no parlamento, nas universidades dos EUA, ecoa essa divisão, da qual o Brasil em peso continua ignorando praticamente tudo, graças aos bons préstimos de uma elite falante mentirosa, corrupta, vaidosa e radicalmente estúpida (e não estou me referindo a governo, não; a elite governante é só uma parcela da elite falante).
É absolutamente impossível entender o jogo de forças no mundo – e portanto tomar uma posição consistente dentro dele – sem ter em conta a luta de concepções civilizacionais por trás do conflito partidário americano que a reflete de maneira irregular e parcial. O presidente Bush, por exemplo, é moralmente um conservador, mas atado por mil e um compromissos globalistas que tornam suas ações freqüentemente ambíguas e não raro incompreensíveis nos termos usuais do debate político.
Entender essas coisas dá algum trabalho, requer muito estudo e o mergulho numa infinidade de dúvidas, mas é imensamente recompensador para quem, com sinceridade, queira encontrar uma esperança para o Brasil nesse mare ignotum . Em vista disso, peço aos distintos jornalistas, empresários, professores etc., que, por favor, por caridade, por misericórdia, não saiam dando palpites sobre o presente artigo antes de estudar pelo menos estes três livros:
* Carroll Quigley, Tragedy and Hope: A History of the World in Our Time, New York & London, Macmillan, 1966. É a Bíblia do globalismo. Não existe uma do antiglobalismo; as objeções estão espalhadas; aqui vão duas amostras:
* Cliff Kincaid, Global Bondage: The U. N. Plan to Rule the World, Lafayette, Louisiana, Huntington House, 1995.
* Lee Penn, False Dawn: The United Religions Initiative, Globalism and the Quest for a One-World Religion, Hillsdale, NY, Sophia Perennis, 2004.
* Vale a pena também examinar o artigo de Steven Yates, “From Carroll Quigley to the UN Millennium Summit: Thoughts on the New World Order”, em http://www.lewrockwell.com /yates/yates14.html .
Os que não quiserem ler nada disso, então, por gentileza, queiram freqüentar a coluna do dr. Emir Sader e continuar entendendo tudo às avessas, como já se tornou costume nacional.

LAVA JATO TERÁ DE ESPERAR NOVO MINISTRO - com O Antagonista

LAVA JATO TERÁ DE ESPERAR NOVO MINISTRO


Fontes do STF confirmaram a O Antagonista que, com a morte de Teori Zavascki, a relatoria da Lava Jato terá de esperar a nomeação de um novo ministro por parte de Michel Temer.
Decisões mais urgentes, como pedidos de busca e apreensão ou prisões solicitadas pela PGR, poderão ser tomadas por algum ministro indicado pela presidente Cármen Lúcia.

2017 – A independência da Grã-Bretanha - INSTITUTO LIBERAL

2017 – A independência da Grã-Bretanha
anúncio da primeira-ministra Theresa May sobre o Brexit agora há pouco representa uma reação realista às demandas dos britânicos, e o mais fiel e balanceado exemplo da nova visão mundial que está se disseminando e que vigorará pelas próximas muitas décadas.
Como um cético da eficácia dos mecanismos de representação democrática, reconheço que, pelo menos neste exemplo pontual, a vontade do povo parece refletida nesta declaração de princípios.
Theresa se posicionou como firme defensora do livre mercado ("o comércio não é um jogo de soma zero", disse), desejando uma Grã-Bretanha como "global trading nation" (nação que comercializa com todo o mundo), respeitando sua tradição, história e cultura de internacionalismo e de comércio com todos.
Esclareceu que haverá um "Hard Brexit", com:
a) a saída do mercado único (o qual permite o livre movimento de pessoas, de bens e serviços) — o que, na prática, significa o controle das fronteiras;
b) o fim da jurisdição da Corte Europeia de Justiça e a repatriação de todos os poderes de Bruxelas para a Grã-Bretanha; e
c) a rejeição da união aduaneira completa, pelo menos no que disser respeito a qualquer tentativa da União Europeia de impedir o Reino Unido de realizar acordos de livre comércio com outras nações (explicitamente rejeitou a CET, a tarifa externa comum; ver mais aqui).
Theresa, no entanto, deseja fechar um ambicioso e ousado acordo de livre comércio com a União Europeia (assim como com outros países).
Adicionalmente, considera que uma eventual imposição pela União Europeia de um acordo punitivo ao Reino Unido seria calamitoso e contra seus próprios interesses. E, em um surpreendente tom ameaçador, disse que se for este o caso:
i) não fechar um acordo é melhor que fechar um mau acordo;
ii) pode baixar impostos para atrair investimentos que iriam para a EU (a imprensa já diz que ela pensa em transformar o Reino Unido em um paraíso fiscal);
iii) pode trocar o modelo econômico para atrair negócios.
Adicionalmente, embora tenha dito que fará um acordo de cooperação de inteligência e segurança com a União Europeia, ficou subentendido que, caso a UE imponha alguma punição (como tentar isolar comercialmente o Reino Unido), o acordo de inteligência estará condicionado à negociação de acesso ao mercado único.
Os demais pontos relevantes são:
1) o acordo com a União Europeia será submetido à apreciação das duas casas do Parlamento, em dois votos separados;
2) haverá restrição ao número de imigrantes oriundos da União Europeia;
3) poderá haver um acordo que preveja algum tipo de pagamento anual à UE, mas não será 'vasto' como é hoje (o Reino Unido, em termos líquidos, paga 136 milhões de libras por semana para  a União Europeia); e
4) é preciso haver um acordo de transição com fases claras, de forma a evitar correria próxima à data-limite de saída em 2019.
Em uma reviravolta inacreditável, o partido UKIP e seu líder Nigel Farage conseguiram virtualmente tudo que vinham defendendo há anos, em uma clara vitória que paradoxalmente pode representar o fim do próprio partido, pois alcançou o que se propunha. Lembremos também que o manifesto da campanha do Partido Conservador em 2015 se comprometia com o "dizemos SIM ao mercado único".
Este ano de 2017 está prometendo ser tão interessante quanto o de 2016.

"Conexões estreitas" com as Farc - com O Antagonista

"Conexões estreitas" com as Farc


Na segunda-feira, dissemos aqui que a Família do Norte é como se fosse as Farc sem o verniz da ideologia.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal no Amazonas confirmam que Família do Norte e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia têm "conexões estreitas".

Relação direta com as Farc

Paulo de Tarso dos Santos, professor da Unicamp e especialista na situação dos presídios brasileiros, disse à Sonia Racy, do Estadão, que "quem quiser entender o porquê da súbita e violenta guerra entre facções no Brasil pode começar com as Farc e o vazio que elas deixaram no narcotráfico, ao assinar o acordo de paz na Colômbia".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Conheça o Brasil Paralelo - NÃO PERCAM ESTES VÍDEOS

Conheça o Brasil Paralelo

O Brasil Paralelo é o maior Congresso Virtual do Brasil. O projeto é composto de palestras (mais de 100 horas de conteúdo) que podem ser adquiridas no site oficial, além de alguns episódios-programas gratuitos.
É impressionante a qualidade. Não perca!
Conheça alguns:


Ao vivo: Condenação de Lula? COM O ANTAGONISTA

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Acompanhem:


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