sábado, 30 de dezembro de 2017

Caetés e Capoeiras terão água de nova adutora em Garanhuns - Com o Blog de Ronaldo Cesar.

Caetés e Capoeiras terão água de nova adutora em Garanhuns

Implantação das Adutoras do Alto Capibaribe e de Caetés e Capoeiras 
estão entre os projetos da Compesa/Ministério das Cidades


As investidas do governador Paulo Câmara, em diversas viagens a Brasília neste ano, para destravar o processo de financiamento para obras de saneamento em Pernambuco surtiram efeito. O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento-Compesa, Roberto Tavares, acompanhado do deputado federal Fernando Monteiro (PP/PE), assinou nesta manhã (29), último dia útil do ano, em Brasília, os contratos de financiamento para dez projetos de saneamento que atenderão 18 municípios, com recursos do FGTS. O volume total de recursos captados diretamente pela Compesa é de R$ 384 milhões.

"Abastecimento d'água e esgotamento sanitário são duas das nossas maiores prioridades. São áreas que representam saúde, qualidade de vida e desenvolvimento para o nosso povo. Não pude estar em Brasília para a assinatura dos contratos por causa da nossa programação no Agreste, justamente para entrega de obras hídricas que vão ajudar a enfrentar mais este ano de seca", disse o governador Paulo Câmara.

Dentre os projetos selecionados pela IN-14 figuram a Adutora do Alto do Capibaribe e a construção de uma nova adutora, a partir de Garanhuns, para as cidades de Caetés e Capoeiras, ambas no Agreste. “Foi uma vitória muito grande do governador Paulo Câmara conseguir viabilizar o financiamento ainda em 2017 para iniciarmos a execução das obras em 2018 e também um feito para a Compesa, que conseguiu, pela primeira vez, tomar empréstimos diretamente junto a CAIXA”, comemora o presidente da companhia, Roberto Tavares.

A Adutora do Alto Capibaribe, um investimento de R$ 82 milhões, vai acelerar a chegada da água da Transposição do Rio São Francisco para o Agreste Setentrional, umas das regiões mais castigadas pela seca. A adutora é inédita no país, pois vai captar água num rio de outro estado, a Paraíba, e terá 70 quilômetros de extensão para abastecer 230 mil pessoas no Agreste Setentrional de Pernambuco. Beneficiará as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá e Vertente do Lério.

No Agreste Meridional, para garantir o abastecimento de água das cidades de Caetés e Capoeiras, será executada uma obra que vai levar água da Estação de Tratamento de Água (ETA) Garanhuns para as duas cidades, que ficam localizadas a 16 e 22 quilômetros do município, respectivamente. O empreendimento, de acordo com o presidente da Compesa, é uma promessa do governador Paulo Câmara aos moradores das localidades, que reivindicam há muitos anos a realização dessa obra. Com investimento de R$ 15,6 milhões será possível regularizar o abastecimento das duas cidades mesmo em períodos de estiagem. Além dessas cidades, o financiamento beneficiará ainda com obras de água e de esgoto, os municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Camaragibe, Gravatá, Garanhuns e Petrolina.

A expectativa do presidente da Compesa, Roberto Tavares, é agilizar os procedimentos para começar o lançamento dos editais de licitação, já na próxima semana, para a contratação das obras. “A meta posta pelo governador Paulo Câmara é de iniciarmos todos os projetos no começo de 2018 para que possamos atender os pernambucanos com obras de saneamento que melhoram a qualidade de vida das pessoas, em especial, aqueles que vivem nas cidades em situação crítica de abastecimento em função dos fatores climáticos, castigados pela seca”, avalia o presidente da estatal.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Elio Gaspari: Há juízes pintados para a guerra


- Folha de S. Paulo

Numa entrevista ao repórter Fausto Macedo, o presidente da Associação de Juízes Federais, Roberto Veloso, defendeu o auxílio-moradia de R$ 4.300 mensais livres de impostos pago aos seus pares e aos procuradores.

Uma parte de sua argumentação é sólida, pois, se o magistrado ou o procurador é transferido para outra cidade, faz sentido que receba algum auxílio. Quando Macedo levantou o tema do servidor que recebe o auxílio tendo casa própria na cidade em que vive há anos, Veloso respondeu que "não há uma ilegalidade no pagamento".

"Eu me referia a uma preocupação de caráter moral", esclareceu Macedo.

"Não estamos com essa preocupação. Não é uma pauta nossa", respondeu o presidente da Ajufe.

Alô, alô, Brasil, quando um juiz tem um pleito em nome de sua classe e diz que não se preocupa com a sua moralidade, a coisa está feia.

Segundo a Advocacia-Geral da União, o auxílio-moradia custa R$ 1 bilhão por ano. Dentro da lei, somando-se todos os penduricalhos dos servidores do Judiciário da União e dos Estados, chega-se a cifras assustadoras.

Um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça em janeiro passado estimou que em 2015 eles custaram R$ 7,2 bilhões. (As 30 toneladas de ouro tiradas de Serra Pelada valeriam R$ 4,6 bilhões em dinheiro de hoje.)

O problema dos penduricalhos volta para a pauta quando se sabe que 7 em 10 juízes ganham acima do teto constitucional de R$ 33 mil.

Na ponta do realismo fantástico, um juiz paulista que foi aposentado e cumpre pena de prisão em regime semiaberto por crime de extorsão recebeu em agosto passado um contracheque de R$ 52 mil. Tudo dentro da lei.

Os penduricalhos e os salários que produzem estão corroendo a imagem do Judiciário, logo a dele, onde uma centena de magistrados e procuradores fazem a grande faxina iniciada pela Lava Jato.

Essa questão pecuniária caiu no meio de um pagode, no qual ministros do Supremo se insultam, Gilmar Mendes descascou a Procuradoria-Geral de Rodrigo Janot e foi por ele acusado de "decrepitude moral".

Desde maio está no gavetão da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, um pedido de Janot para que o ministro seja impedido de julgar casos envolvendo o empresário Eike Batista.

Nas razões que apresentou para desqualificar o pedido de Janot, Gilmar Mendes incluiu um provérbio português como epígrafe: "Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro". Não deu outra.

Caiu na rede um áudio atribuído ao juiz Glaucenir Oliveira, titular da Vara Eleitoral de Campos (RJ), que mandara prender o ex-governador Anthony Garotinho, solto por Gilmar.

Em inédita baixaria, o juiz disse que "eu não quero aqui ser leviano, estou vendendo peixe conforme eu comprei, de comentários ouvidos aqui em Campos hoje. [...] O que se cita aqui dentro do próprio grupo dele [Garotinho] é que a quantia foi alta. [...] A mala foi grande."

Esse é o preço cobrado ao espírito de corpo do Judiciário. Em 2011 o juiz Glaucenir dirigia sem cinto e viu que estava sendo multado por uma guarda municipal. Deu ré, carteirou-a e insultou-a.

Quando ela disse que o levaria à delegacia, o magistrado informou: "Quem vai te conduzir sou eu". Se ele não pagou a multa, a conta ficou para Gilmar Mendes. Ninguém se preocupa quando uma guarda municipal leva uma pedrada.

Para Lava-Jato, decreto de Temer sobre indulto é inconstitucional. É um estímulo à impunidade de bandidos como Lula - Deltan Dallagnol

Para Lava-Jato, decreto de Temer sobre indulto é inconstitucional. É um estímulo à impunidade de bandidos como Lula

'Quem vai delatar se já sabe que 80% de sua pena será perdoada?', diz Deltan Dallagnol



Procurador do Ministério Público Federal (MPF) e coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, diz que indulto natalino é ‘feirão de natal para corruptos’ - Lucas Tavares / Agência O Globo (30/06/2017)


Cleide Carvalho - O Globo



As regras para a concessão do indulto natalino afrouxaram ao mesmo tempo que as investigações de corrupção atingiram os principais auxiliares do presidente Michel Temer

Por 15 anos, só foi colocado em liberdade pelo decreto presidencial quem tivesse cumprido um terço de uma pena máxima de 12 anos, no caso de crimes sem violência, onde se encaixa a corrupção e a lavagem de dinheiro. Em dois anos, esta tradição foi quebrada, levando o comando da Operação Lava-Jato a questionar a constitucionalidade da decisão do presidente.

Em 2016, veio a primeira mudança importante: o tempo de cumprimento da pena baixou de um terço para um quarto. Este ano, o tempo de prisão foi reduzido a um quinto, independentemente do tempo da pena a ser cumprida. A idade de benefício a idosos, que era acima de 70 anos, agora pode ser igual ou maior que 70. Antes, apenas quem tinha filho até 14 anos podia ser beneficiado. Agora, também serve ao condenado que tem netos, caso fique provado que dependam do apenado.

De acordo com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o novo decreto se deu por "posição política" do presidente Michel Temer. Segundo ele, o presidente "entendeu que era o momento político adequado para uma visão mais liberal da questão do indulto".

Três especialistas ouvidos pelo GLOBO analisaram as novas regras. Um deputado da oposição pretende propor uma lei que limite a violação de direitos fundamentais.

Mas o tamanho do perdão deixou perplexos os integrantes da Lava-Jato, que haviam pedido em novembro passado que os condenados por crime de corrupção deixassem de ser beneficiados pelo indulto natalino. Porta-voz da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol afirma que o decreto de Temer é incostitucional. Para ele, o indulto fere de morte o coração da Lava-Jato: o uso dos acordos de delação premiada para atenuar as penas de quem decide colaborar.

— Este indulto consagra o Brasil como paraíso dos réus do colarinho branco e esvazia a Lava-Jato. Ele desestimula e impede novos acordos de colaboração. Quem vai delatar se já sabe que 80% de sua pena será perdoada? Isso é melhor que qualquer acordo — diz Dallagnol.
Dallagnol diz que o decreto viola direitos fundamentais, pois esvazia leis que protegem o patrimônio público e responsabilizam políticos e agentes públicos; fere o princípio de individualização da pena, pois o prisioneiro sai do regime fechado para a liberdade total sem passar pelas etapas da progressão de regime; e fere a independência entre os poderes, já que o Congresso aprovou uma lei que pune a corrupção com pena de 2 a 12 anos e, em muitos casos, ela não será cumprida.

— Há ainda desvio de finalidade. O indulto não atende interesse público de esvaziar presídios por questões humanitárias. Atende interesses particulares — diz Dallagnol.

Por lei, diversas autoridades podem entrar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o decreto do indulto: o procurador-geral da República; governadores; as mesas do Senado, da Câmara e das Assembleias; partidos políticos, OAB; e entidades de classe nacionais, como a Associação Nacional dos Membros do Mínistério Público.

Segundo o procurador, um dos primeiros a serem beneficiados pela decisão de Temer será o ex-deputado federal Luiz Argôlo (ex-SD), que foi condenado a 11 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

— O indulto faz com que ele saia pela porta da frente — lamenta Dallagnol.

O juiz Sergio Moro chegou a manter a prisão cautelar de Argôlo, justamente por considerar que ele precisava ser mantido atrás das grades. Temer não atendeu nem mesmo sugestão do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, ligado ao Ministério da Justiça. 

O órgão foi provocado no início de novembro, quando a força-tarefa do Ministério Público Federal, em Curitiba, enviou apelo para que o indulto não contemplasse os crimes de corrupção. O conselho chegou a propor que não fossem beneficiados condenados por crimes contra administração pública, mas a sugestão não foi seguida pelo presidente da República.

— O generoso indulto reflete a falta de comprometimento de parcela do poder político no enfrentamento da corrupção e transmite uma péssima mensagem à sociedade — afirmou, ao GLOBO, o juiz Sergio Moro.
O decreto de 2014, que concedia o perdão a quem cumprisse pena em regime aberto e já tivesse cumprido um quarto dela, beneficiou o ex-deputado federal José Genoino (PT-SP), condenado no Mensalão a 4 anos e 8 meses de prisão. Também foi beneficiado o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas. Depois de ficar livre da pena, Lamas recorreu à Justiça para não pagar a multa, alegando que o indulto se estendia a ela.

Só no mês passado o Supremo Tribunal Federal decidiu que o pagamento não pode ser interrompido, já que ele sequer teria direito ao indulto se não tivesse conseguido, também, parcelar o valor devido. “A condição inicial para que pudesse o recorrente ter o indulto é aquela que agora ele quer se negar a cumprir", lembrou o ministro Alexandre de Moraes.

Em março de 2016, com base no decreto de indulto assinado em dezembro de 2015, outros seis condenados pelo Mensalão foram perdoados: os ex-deputados federais Roberto Jefferson, Pedro Henry, Romeu Queiroz e Carlos Alberto Rodrigues Pinto. Todos tiveram suas penas extintas. Na avaliação de investigadores que atuam na força-tarefa, o decreto deste ano prepara o terreno para que mais condenados possam ser libertados a partir de 2018.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

RESULTADO DO EXAME DA ESCOLA DE APLICAÇÃO - COM BLOG DE RONALDO CÉSAR

terça-feira, 26 de dezembro de 2017



A Escola de Aplicação Ivonita Alves Guera, da Rede Pública Estadual de Educação, sob coordenação da Universidade de Pernambuco, em Garanhuns, divulga o resultado do Exame Seletivo para novos alunos para o ano Letivo de 2018.

Os futuros alunos devem providenciar os documentos para matrícula, relacionados logo abaixo dos resultados.


Nº DE INSC. / NOME / NOTA FINAL / RESULTADO FINAL / ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO

RESULTADO FINAL 6º ANO 

84 ANA LUIZA MADRUGA 7,75 CLASSIFICADO 1
82 IRANI LORENA ALVES CARVALHO 7,3 CLASSIFICADO 2
546 CARLOS HENRIQUE DE MELO ALMEIDA 7,25 CLASSIFICADO 3
89 PEDRO ALAN SOUZA GOMES 7 CLASSIFICADO 4
53 MATHEUS DA SILVA FARIAS 6,9 CLASSIFICADO 5
23 IALE SILVA ROCHA 6,9 CLASSIFICADO 6
284 VITOR FARIAS LIMA 6,9 CLASSIFICADO 7
16 AYLLANA SANTOS MARTINS DE ARAUJO 6,8 CLASSIFICADO 8
508 EMANUEL FELIPE DA SILVA CAMPOS 6,75 CLASSIFICADO 9
136 RAFAEL ANGELO MELO 6,75 CLASSIFICADO 10
193 YASMIN DE SOUZA BARRETO ARAUJO 6,75 CLASSIFICADO 11
220 KAUÃ VINICIUS DOS SANTOS BARBOSA 6,75 CLASSIFICADO 12
507 RYAN CHARLES RODRIGUES SANTOS 6,75 CLASSIFICADO 13
279 LAURA BEATRIZ GODOI DE MELO 6,7 CLASSIFICADO 14
19 GUSTAVO HENRIQUE DE ALBUQUERQUE SILVA 6,7 CLASSIFICADO 15
539 MICHELLE DA COSTA SILVESTRE 6,65 CLASSIFICADO 16
176 LETÍCIA LIMA D’ARCE 6,6 CLASSIFICADO 17
206 JOSÉ NETO MONTEIRO DUARTE VANDERLEI 6,6 CLASSIFICADO 18
446 SABRINA DE MELO CARVALHO 6,5 CLASSIFICADO 19
32 ABDIEL TENÓRIO DA SILVA JÚNIOR 6,4 CLASSIFICADO 20
358 MIRIAM DE ALMEIDA BRASIL SOUTO MAIOR 6,4 CLASSIFICADO 21
333 HEITOR HOLANDA LOPES 6,3 CLASSIFICADO 22
69 MARY ANNE SOUZA ALVES 6,25 CLASSIFICADO 23
323 BRENDA SUELLEN DE ARAUJO VILAÇA 6,25 CLASSIFICADO 24
75 GUILHERME HENRIQUE DA COSTA 6,25 CLASSIFICADO 25
50 REBECA JUVÊNCIO DA SILVA 6,2 CLASSIFICADO 26
57 MARIA MIKAELLY VIEIRA BEZERRA 6,2 CLASSIFICADO 27
184 VINÍCIUS VIEIRA RAMOS 6,2 CLASSIFICADO 28
80 ALLAN HENRIQUE SANTOS DA SILVA 6,2 CLASSIFICADO 29
468 VICTOR GABRIEL DA SILVA MELO 6,2 CLASSIFICADO 30
130 FELIPE GABRIEL FEITOSA DA SILVA 6,15 CLASSIFICADO 31
365 MARINA DA GAMA MORAES 6,15 CLASSIFICADO 32
378 GUILHERME BARBOSA LOPES 6,15 CLASSIFICADO 33
451 ARTHUR PEREIRA VELOSO 6,15 CLASSIFICADO 34
39 RIANE LAÍS SIMÕES DOS SANTOS 6,1 CLASSIFICADO 35
388 FABRINE RANIELE VIEIRA NASCIMENTO 6,1 CLASSIFICADO 36
371 MARDEN JOSÉ ALVES DE MELO FERREIRA 6,1 CLASSIFICADO 37
550 SOFIA LAURA LEITE ANDRADE 6,1 CLASSIFICADO 38
99 NICOLY CHAYANE GOES SILVA 6,1 CLASSIFICADO 39
293 CLAUDIO LUCAS FRANCISCO DE NORONHA SILVA 6,1 CLASSIFICADO 40
168 ANDRESSA SOARES ALVES 6,1 CLASSIFICADO 41
335 JUAN YURI FERREIRA DA SILVA 6,1 CLASSIFICADO 42
389 MARIA ANTONIA RAMOS MARÇAL 6,1 CLASSIFICADO 43
257 ROBERTO SALES EVANGELISTA NETO 6,05 CLASSIFICADO 44
267 VANESSA FERREIRA PEIXOTO DE LIMA 6,05 CLASSIFICADO 45
548 GABRIEL DOS SANTOS PEIXOTO 6,05 CLASSIFICADO 46
265 BRENO HENRY PAULINO BATISTA 6,05 CLASSIFICADO 47
367 SOPHYA ZACARIAS DE MELO COSTA 6,05 CLASSIFICADO 48
255 ALLYSSON HENRIQUE ARAUJO SANTOS 6,05 CLASSIFICADO 49
131 MÔNICA LETTICIA ÁVILA CAVALCANTE DE MATOS 6,05 CLASSIFICADO 50
283 JOÃO VITOR TENÓRIO VELOSO 6,05 CLASSIFICADO 51
33 MARIA GABRIELLE DOS SANTOS BARROS 6 CLASSIFICADO 52
239 ISABELA BEATRIZ SILVA DUARTE 6 CLASSIFICADO 53
268 ALINE NOGUEIRA BORGES DUARTE 6 CLASSIFICADO 54
10 CARLOS EDUARDO FERREIRA PIMENTEL 6 CLASSIFICADO 55
90 JULIA SAMPAIO DE SENA MORAIS 6 CLASSIFICADO 56
402 LEONARDO DE MELO TENORIO FILHO 6 CLASSIFICADO 57
532 MARIA CLARA GOMES DA SILVA POLLINI 6 CLASSIFICADO 58
140 EMILLY KARINNE FERREIRA DA SILVA 6 CLASSIFICADO 59
45 JOSÉ ERASMO DO NASCIMENTO BARROS FILHO 6 CLASSIFICADO 60
171 LANNA YASMIM SANTOS MUNIZ 6 CLASSIFICADO 61
429 AUGUSTO CESAR AZEVÊDO RIBEIRO 6 CLASSIFICADO 62
396 ANA CLARA MOURA DE MACEDO 6 CLASSIFICADO 63
467 RUAN VICTOR FELIX HONORATO 6 CLASSIFICADO 64

RESULTADO FINAL 7º ANO

572 ISABEL ÁQUILA CARNEIRO FELIX 6,9 CLASSIFICADO 1
584 BRUNO ARAÚJO DE ANDRADE LIMA 6,05 CLASSIFICADO 2
590 ESHELEN KAWANY DE LIMA JUNIOR 6 CLASSIFICADO 3

RESULTADO FINAL 8º ANO

677 RAFAELA SIQUEIRA MAIA FARIAS 6 CLASSIFICADO 1

RESULTADO FINAL 9º ANO

724 JOÃO LUÍS GOMES AGRA 7 CLASSIFICADO 1
717 PÂMELLA DA SILVA PIMENTEL 6,2 CLASSIFICADO POR COTA 2 2

RESULTADO FINAL 1º ANO

763 VITORIA ZAYNE SARAIVA PIMENTEL 8,25 CLASSIFICADO 1
632 LAYLA KAYLANNE PERREIRA CARVALHO 7,15 CLASSIFICADO 2
695 LARA DE LIMA MENESES SILVA 6,5 CLASSIFICADO 3
640 ANA CECILIA BEZERRA SILVA 6,45 CLASSIFICADO 4
608 ANA LARISSA GONÇALVES PEREIRA 6,35 CLASSIFICADO 5
771 PAOLA HELENA RODRIGUES DE OLIVEIRA 6,25 CLASSIFICADO 6

RESULTADO FINAL 2º ANO

844 MATEUS GERMANO GICO 6,15 CLASSIFICADO 1
840 CARLOS EDUARDO PEREIRA BEZERRA 6 CLASSIFICADO 2
842 KAUANY AMARAL LIMA 6 CLASSIFICADO 3
837 MARIA LAURA CAVALCANTE DE ALMEIDA FERRO 6 CLASSIFICADO 4

Documentos para necessários para matricula 

a) Transferência ou declaração provisória da escola de origem (não devendo conter emendas e/ou rasuras);

b) Certidão de Nascimento, original e cópia;

c) Carteira de Vacinação (Lei Federal nº 13.770 de 13/05/2009), original e cópia;

d) Comprovante de residência com o CEP, original e cópia;

e) 2 (duas) fotos 3x4 recentes e iguais;

f) Requerimento de Matrícula assinado pelo pai, mãe ou responsável do(a) estudante menor, ou pelo(a) estudante, quando maior de 18 anos;

g) Termo de Responsabilidade assinado pelo pai, mãe ou responsável legal do(a) estudante para efeito de compromisso, acompanhamento e participação no processo de aprendizagem;

h) CPF e Carteira de Identidade do pai, mãe ou responsável do(a) estudante menor, e do(a) estudante, original e cópia;

i) Cópia do cartão do SUS;

j) Taxa de R$ 80,00 (Oitenta reais);

k) Tipo Sanguíneo. 

O período de matrícula será de 02 a 05 de janeiro de 2018, das 8h às 12h

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Denis Lerrer Rosenfield*: Mal-estar


- O Globo

Bolsonaro expressa questões e posições de uma sociedade que está de ‘saco cheio’ com tudo o que está aí

Há um profundo mal-estar na sociedade brasileira. As pessoas estão tomadas pelo desânimo e pela insegurança, portadoras de uma grande descrença em relação aos políticos e aos partidos. Se a moralidade pública tornou-se uma bandeira política, é por que não faltaram razões que corroboram uma tal percepção. É bem verdade que a economia voltou a crescer, criando novas condições sociais, graças às reformas realizadas pelo atual governo, porém tais efeitos ainda não se fizeram sentir ou não são percebidos enquanto tais.

Não deveria, portanto, causar estranheza o fortalecimento da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, na medida em que ele consegue dar vazão ao sentimento de uma sociedade cansada de desmandos. Pretender desqualificá-lo como sendo de extrema-direita é nada mais do que uma reação de tipo ideológica, pois não leva em consideração que suas posições estão enraizadas na sociedade. Ele não é uma “bolha” que logo estourará, mas um fenômeno que expressa questões e posições de uma sociedade que está de “saco cheio” com tudo o que está aí.

A descrença da sociedade com os políticos e partidos em geral tem sérias razões. Não há praticamente nenhum grande partido que escape. O PT foi o grande mestre com o mensalão e o petrolão, em cujos governos o país foi levado à ruína econômica e à falta completa de ética. Ex-membros do novo governo estão envolvidos na Lava-Jato, como o de um ex-ministro com mais de 50 milhões escondidos em um apartamento. As imagens foram impactantes. O ex-presidente do PSDB também aparece envolvido no caso da JBS. A lista poderia ser interminável. Fica, porém, a percepção de que todos os partidos estão podres, embora evidentemente existam pessoas sérias e honestas em todos eles. O que conta aqui é a percepção popular. Neste sentido, a posição de um outsider tende a ser muito bem recebida.

As denominações de esquerda e direita, em tal contexto, passam a não ter maior significação, porquanto a questão reside em como dar respostas aos problemas que são postos pela sociedade. Expressão deste deslocamento encontra-se em recente entrevista do ex-presidente Fernando Henrique, ao declarar que tem “medo da direita”, em uma alusão indireta ao deputado Bolsonaro. Curioso. Não teria ele “medo da esquerda” lulopetista que destruiu o país? Ou de Chávez e sucessores que conduziram a Venezuela ao abismo?

A sociedade não mais tolera as invasões do MST e de seus assemelhados urbanos como o MTST. Quer tranquilidade em sua vida e em seu trabalho. Note-se que o MST foi estimulado e acariciado tanto pelos tucanos quanto pelos petistas, com exceção da ex-presidente Dilma, que dele se demarcou e do atual presidente, que tampouco compactua com a desordem. Acontece que o desrespeito à propriedade privada é condenado pela imensa maioria da população, não mais embarcando nos cantos românticos de uma esquerda irresponsável. Consequentemente, quando um outsider como o deputado Bolsonaro toma para si esta bandeira, ele não apenas se contrapõe a importantes partidos, como expressa o que é sentido e condenado pela sociedade.

Pegue-se, por exemplo, um projeto de lei hoje tramitando que permite aos proprietários rurais a autodefesa mediante autorização para registro e posse de armas. Alguns afoitos ou mal intencionados já criticam tal lei como se ela viesse a estabelecer o “faroeste no campo”. Como assim? Não será que ele já existe sob a forma de invasões violentas do MST, com uso de armas, sequestros, incêndios, destruição de propriedades e assim por diante? E a prática do abigeato? E os simples roubos e assassinatos? Condenam-se os que procuram defender-se e, não os que usam da violência em suas invasões. Se um candidato dá voz aos que não conseguem se fazer ouvir, qual seria aqui o problema? O de ser de direita? Santa paciência.

As pessoas já não mais conseguem caminhar livremente nas cidades brasileiras. A insegurança impera, estando a violência sempre à espreita. O automóvel é hoje utilizado para qualquer deslocamento, expressando um medo disseminado. Os mais ricos andam de carros blindados. Um direito básico, o de livre circulação das pessoas, é simplesmente anulado pela insegurança física das pessoas e dos seus bens. Pais e mães ficam angustiados à espera de um filho ou filha que foi a uma festa noturna. Mães são assassinadas quando buscam filhos na escola. A situação é totalmente intolerável, e nenhum governo ocupou-se seriamente da segurança pública. Tucanos e petistas nada fizeram, sendo a nossa realidade, hoje, produto de uma longa história de descaso com a coisa pública. Não deveria surpreender que um candidato que vocalize tal problema básico do Estado cresça na opinião pública. Se o deputado Bolsonaro cresce nas pesquisas, é por que os partidos tradicionais abriram-lhe espaço ao não enfrentarem as questões por ele suscitadas.

Chegamos a uma assaz esquisita situação em que bandidos circulam livremente, com armas de uso restrito militar, pelas favelas brasileiras, sem que nada seja efetivamente feito. Até posam para foto, dada a total impunidade. Se um militar os enfrenta, da polícia, do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica, logo instaura-se um processo contra ele, agora felizmente sob os auspícios da Justiça Militar. Se for menor, pior ainda, pois seria um “civil” indefeso que teria sido morto. Os valores estão totalmente invertidos. Os ditos “direitos humanos” não deveriam ser utilizados para a proteção de criminosos, maiores ou menores. Menores matam livremente e, depois da uma breve reclusão, saem de ficha limpa. É um estímulo ao crime. Assim, se um candidato defende a redução da maioridade penal e a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente, é imediatamente estigmatizado como conservador e retrógrado. A perversão é completa.

A sociedade já não mais tolera a impunidade, venha de onde vier.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

"Arte? Pense duas vezes", por J.R. Guzzo




Veja
A cultura não avançou um único milímetro no Brasil em 2017 — coisa mais do que normal, na verdade, quando se leva em conta que temos aqui um Ministério da Cultura, artistas que recebem verba do governo para sobreviver ao desinteresse do público pelas suas obras e uma lei que mistura artes e espetáculos, incluindo exibições de circo, com abatimento do imposto de renda. O que esperar de uma fraude desse tamanho? Os fatos, em todo caso, acabaram chamando a atenção de muita gente para a discussão geral sobre arte que existe no mundo inteiro — mais exatamente a discussão sobre o que é arte e o que não é, ou, mais inquietante ainda, sobre o que é arte boa e o que é arte ruim. Esse debate chegou ao Brasil de 2017, de forma mais visível e barulhenta, com o prodigioso episódio da Queermuseu, uma exibição de artefatos que envolvem a ideia de sexo, e da exposição do Homem Pelado como obra de arte.
Naturalmente, abriu-se espaço para serem ditas as mais espetaculares bobagens — em geral, bobagens ditas com indignação e embrulhadas em “postura política”. A disputa não faz sentido, por estar se tornando um debate ético, político ou sociológico quando não se trata, com certeza, de nada disso. Foram invocados valores morais. Dividiram-se os campos em progressista e reacionário, de “esquerda” e de “direita”. O resumo da ópera, para falar claro, é o seguinte: a arte contemporânea e sem compromisso com os “padrões artísticos tradicionais” é considerada no meio cultural de hoje como sendo popular, criativa e libertadora. A arte clássica é elitista, atrasada e totalitária. Por consequência, criticar uma Queermuseu como algo bobo, inútil ou simplesmente ofensivo não é apenas uma opinião — tornou-se um manifesto do mal.
Criticar uma ‘Queermuseu’ como algo bobo, inútil ou ofensivo não é apenas opinião — tornou-se um manifesto do mal
Deveria, obviamente, haver lugar para tudo. Não pode ser um pecado, certamente, aplaudir a qualidade superior de um tipo de arte que, por consenso da imensa maioria, ao longo dos séculos, produziu maravilhas que estão entre as mais sublimes expressões do espírito humano. Não há nada errado com os critérios regulares de qualidade, técnica e talento que valorizam um quadro ou uma escultura. A arte clássica, além disso, não é uma inimiga da liberdade; inimigos da liberdade são os que querem mandar no pensamento dos outros. Mais que tudo, é preciso admitir que há, sim senhor, convenções em matéria de arte. Se você não gostar delas, paciência — são convenções fortíssimas, que definem o que é beleza, genialidade e excelência numa obra artística, e estão acima de pontos de vista pessoais no assunto. É por causa delas que se considera a Pietà de Michelangelo uma obra de arte superior à estátua do ET de Varginha. É por causa delas que Moça com Brinco de Pérola, de Vermeer, é uma obra-prima da pintura universal e Criança Viada da Queermuseu não é nada.
Isso não quer dizer, certamente, que só os gênios têm o direito de pintar quadros; é necessário, apenas, que não sejam condenados como parte de “um mundo burguês que já morreu”. Que viva em paz, espalhada pelo mundo, toda essa multidão de artistas plásticos que se dedicam com mais ou menos empenho, alegria e honestidade a produzir trabalhos que eventualmente serão expostos e vendidos a alguém — e esse alguém, obviamente, só os comprará por sua livre e espontânea vontade e pelo preço que aceitar pagar. É arte contemporânea, sem dúvida, pois é produzida nos dias de hoje. Se é mesmo arte — bem, aí já depende do julgamento de quem vê a obra ou é informado sobre ela. A maioria acha que não é, ou simplesmente não se interessa pelo assunto. Os demais formam o público que atualmente vai a bienais, museus, galerias, exposições e outros espaços onde são exibidas pinturas, esculturas ou objetos de qualquer natureza, de gaiolas com urubus a juntas de cabeçote. Quem quer vai, quem não quer não vai; na verdade, o grosso do público nem toma conhecimento de que há alguma coisa a ser vista. Qual poderia ser o problema? Nenhum. A única coisa que se pode fazer a respeito disso é a seguinte: nada.
Irritar-se com a arte contemporânea, ou com o conjunto de atividades apresentadas como tal, é uma postura mental sem propósito e, sobretudo, inútil — tanto quanto é estúpido considerar a arte clássica como coisa de “direita”. Mais deformada ainda é a ideia de que deveria ser tomada alguma “providência” a respeito, ou de que se faça alguma “regulamentação” sobre o tema. Estamos aqui, muito simplesmente, no mundo da liberdade de expressão — e a liberdade de expressão, ao contrário do que gostam tanto de propor os seus inimigos disfarçados, não pode ser “aperfeiçoada”. Deve existir, só isso, e ficar naturalmente dentro dos limites da lei — que são poucos, sensatos e perfeitamente conhecidos. Os resultados disso serão bons, ruins ou neutros, de acordo com o julgamento de cada um. Se forem considerados bons, serão transformados num valor. Se forem considerados ruins, vão virar apenas mais um punhado de lixo no oceano de dejetos que o mundo rejeita a cada dia.
É útil acrescentar, também, que a arte contemporânea faz parte do universo do trabalho — e isso, por si só, já lhe faz merecer uma medida de respeito. Muitos dos artistas atuais fazem o melhor que podem, dentro dos limites de seu talento, sua imaginação e suas habilidades. Outros, jamais mencionados ou nem sequer considerados artistas, produzem, a mão ou em escala industrial, os milhões de quadros, esculturas e objetos que estão nas paredes de quartos de hotel, em saguões de prédios de apartamentos ou em edifícios de escritórios, salas de espera de dentistas, restaurantes, bares, lojas, aeroportos, hospitais, delegacias de polícia, até — e mais outros milhões de lugares pelos quatro cantos do mundo. Eles representam, no conjunto, toda a arte que a maioria da população mundial verá do começo ao fim da vida. A eles se somam os artistas que trabalham na infinidade de tarefas estéticas e funcionais geradas pela tecnologia e pelo avanço econômico.
David e a pedra – Michelangelo trabalhou por três… …anos num bloco de mármore. O museu de arte de Los Angeles exibe apenas a rocha, avaliada em 10 milhões de dólares (Andrea Jemolo/Akg-images e Jonathan Alcorn/Reuters)
Ao lado de todos esses, inevitavelmente, convivem os diletantes para os quais a arte funciona como um círculo social. Outros são aproveitadores mal-intencionados das verbas que o Estado brasileiro, em suas 1 001 maneiras de ser roubado e, ao mesmo tempo, fazer o mal na cultura, distribui “à arte”. Outros, enfim, no Brasil e no resto do mundo, são experientes charlatães que trapaceiam o público, com a cumplicidade de “galeristas” e demais intermediários, criando arte que não existe e traficando sua produção no mercado. Vendem, como obra artística, o equivalente ao elixir universal contra a queda de cabelo ou à ultima relíquia encontrada no Santo Sepulcro. Praticam, apenas, uma modalidade a mais de estelionato. Contam, necessariamente, com a colaboração ativa dos compradores, que pagam bom dinheiro pelos artefatos que adquirem — por ignorância, na crença de estarem comprando “arte moderna legítima”, ou por ganância, achando que a coisa vai se valorizar e pode, no futuro, ser passada adiante com lucro. Há, enfim, os que simplesmente não sabem pintar, nem esculpir, nem desenhar, nem fazer um barquinho de papel, mas se apresentam como artistas. É seu direito.
A cada um, portanto, o seu trabalho, a sua liberdade e as suas circunstâncias. Mas esta não é a postura de grande parte do mundo artístico, no Brasil e nas grandes capitais da cultura internacional, no debate sobre a natureza, a qualidade e os limites da arte em nosso tempo. Há ali todo um esforço feroz para elevar à categoria de “arte”, na qual as obras recebem preço e podem ser vendidas, toneladas de artefatos, “instalações” e bugigangas que não têm valor comercial nenhum, do ponto de vista objetivo — a não ser, talvez, o peso do material usado na sua fabricação. Transformadas em arte, porém, passam a valer dólar. É uma imensa farsa em escala mundial, em que o mandamento principal é inventar gostos artísticos que não existem, por serem artificiais e contrários à natureza. Em seguida se produzem objetos talhados a satisfazer esses desejos pré-­fabricados. Por fim, se tudo dá certo, vende-se uma moldura sem tela, ou um tronco de árvore, ou qualquer coisa, como obra “importante” da vanguarda da arte moderna.
No caminho entre A Primavera de Botticelli e o “grafite” do Zé Mané, promovido a “artista da rua” pela máquina de fabricar estoques para o mercado artístico, perdeu-se um bocado de coisas. “O belo, o inspirador e o profundo foram substituídos pelo novo, pelo diferente e pelo feio”, diz o professor de arte americano Robert Florczak. Ele faz uma comparação interessante. Michelangelo, lembra Florczak, esculpiu o David, com seus 5 metros de altura, trabalhando durante três anos num bloco de rocha de mármore. Hoje, o Museu de Arte Moderna de Los Angeles exibe, como ápice da arte, apenas o bloco de rocha — que nem de mármore é. Mostra bem de onde saímos e aonde chegamos. O pedaço de pedra tem 340 toneladas. É avaliado em 10 milhões de dólares. O público, admirado, junta-se em volta tentando descobrir por que uma coisa daquelas valeria tanto dinheiro. Por que não? Na última Bienal de São Paulo, em 2016, havia uma sala com 4 000 moscas. Era de um artista internacional com nome “no mercado”. Críticos de arte escreveram artigos sobre “a dimensão artística” da obra; ficaram incompreensíveis, é claro.
Não é a estética que está no centro da fraude mundial que se armou em torno da arte contemporânea. Não é o valor artístico segundo padrões racionais, ditados pela disciplina, pelo rigor do desenho e pela habilidade na execução. Não é a definição da excelência pela perícia técnica competente e pelo senso comum. Trata-se de elementos indispensáveis para que a conversa faça sentido; sem padrões estéticos definidos, não há, pura e simplesmente, como determinar qualidade ou inferioridade. Qualidade, numa obra de arte, não é meramente uma opinião particular — é algo que pode ser medido objetivamente. Mas a multidão de interessados em arte, hoje em dia, não está interessada em discutir nada disso. Ao contrário, sustenta na mídia (e desde as escolas de arte) que é uma atitude retrógrada pensar em padrões artísticos de “antigamente” — esses padrões que vêm caindo desde o ocaso dos pintores impressionistas, a ponto de não haver, hoje, padrão nenhum. Tudo o que sobrou foi a “expressão pessoal”: a ideia, cada vez mais triunfante, segundo a qual “tudo pode ser arte” se assim o autor o desejar e o mundo econômico da arte aprovar.
O que mantém em vida e prosperidade essas crenças todas, pelas quais um Rembrandt vale a mesma coisa que uma “performance” qualquer, é o interesse financeiro. Não há mais Rembrandts disponíveis; em compensação, a oferta de “performances” é ilimitada, como a de moscas, borrões de tinta ou cachimbos de crack para montar “instalações”. Por isso, como dito anteriormente, essas coisas todas precisam ser declaradas objetos de arte e, a partir daí, ganhar um valor monetário. É um mundo em que as sentenças sobre o bem e o mal dependem do consórcio de interesses materiais que une marchands, donos de galerias de arte e leiloeiros. Há os curadores de museus, organizadores de exposições e avaliadores de obras. Ganham a vida com isso críticos que escrevem na imprensa, patrocinadores de eventos e executivos de bancos gestores de patrimônio. A eles todos se juntam ONGs, burocratas da cultura, corretores da Lei Rouanet — e, por fim, alguns que têm a função de desempenhar o papel do artista. Esse é o mundo real, que move e sustenta a arte contemporânea. Não é outro. O que vai fazer um curador de museu se não comprar nenhuma obra para o acervo?
Pense duas vezes, portanto, na próxima vez que lhe falarem sobre arte.

30 ensinamentos de Olavo de Carvalho para começar a semana um pouco mais inteligente

30 ensinamentos de Olavo de Carvalho para começar a semana um pouco mais inteligente

4 de dezembro de 2017 - 14:24:31
Por Marlon Belotti.

Trinta ensinamentos do filósofo Olavo de Carvalho para você começar a semana um pouco mais inteligente:
1- O tempo é a substância da vida humana. O dinheiro que se perde, ganha-se de novo. O tempo, nunca.
2- Um homem maduro é aquele em cuja alma todos os sentimentos e emoções – ternura, ódio, esperança, pressa, indiferença, todos eles – são balizados pela consciência da morte.
3- Não prostitua a sua personalidade em troca da aceitação pelo grupo. É um preço muito alto a ser pago.
4- O mistério da existência não é dado a qualquer um, mas para aquele que dá tudo e mais alguma coisa em troca de obtê-lo.
5- O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio.
6- Aquilo que é nobre e elevado só transparece a quem o ama.
7- Quando você vê um casal bonito e fica sinceramente feliz com a felicidade deles, é sinal que Deus o está ajudando de muito perto.
8- Deus perdoa os adúlteros, os mentirosos, os ladrões e até os assassinos, mas não perdoa quem não perdoa. Posso estar enganado, mas suspeito que no inferno há menos adúlteros do que cônjuges virtuosos que lhes negaram o perdão.
9- A mais perfeita forma de amizade somente é possível para aqueles que buscam a Verdade. Pessoas mundanas, por melhores que sejam, jamais conhecerão a dimensão espiritual de um verdadeiro amigo.
10- Se um pai conseguir educar uma criança até os cinco anos sem nunca fazê-la chorar, ela vai amá-lo, respeitá-lo, admirá-lo e obedecê-lo pelo resto da vida.
11- As pessoas que mais se angustiam na vida são aquelas que padecem de uma desesperadora falta de problemas.
12- O capital intelectual é o que define o destino das nações.
13- A paciência é o começo da coragem. E é mesmo. Se você não consegue sofrer calado, sem choramingar nem amaldiçoar o destino, muito menos vai conseguir agir certo quando surgir a oportunidade.
14- O amor é sobretudo um instinto de defender o ser amado contra a tristeza.
15- As portas do espírito só se abrem à perfeita sinceridade de propósitos.
16- Não há ingenuidade maior do que querer parecer esperto.
17- O que você quer ter sido quando morrer?
18- O Brasil só tem DOIS problemas: uma incultura MONSTRUOSA e a ânsia do brilho fácil.
19- Pare de propor soluções nacionais, seu filho da puta. Faça algo para se educar e educar as pessoas em torno.
20- Não existe caminho das pedras. O Brasil só pode ser melhorado cérebro por cérebro.
21- Já expliquei mil vezes: Não tenho nenhuma solução para os problemas nacionais, mas tenho algumas para você deixar de ser burro.
22- Estudar pouco e discutir muito é a desgraça do brasileiro.
23- À medida que vai se empoderando, o sujeito sai logo enfoderando todo mundo em torno.
24- O comodismo conservador é tão obsceno quanto o fanatismo esquerdista.
25- A moral burguesa só se preocupa com pequenos deslizes sexuais porque é covarde demais para enxergar os grandes crimes do satanismo universal.
26- Ser jovem é uma doença que o tempo cura.
27- Em grego, “idios” quer dizer “o mesmo”. “Idiotes”, de onde veio o nosso termo “idiota”, é o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez.
28- Quanto ao politicamente correto: só crianças acreditam que mudando o nome de algo, ele passa a ser o que elas desejam.
29- O Brasil é o país em que famílias de bandidos mortos em conflito de facções nos presídios tem o direito a uma indenização do Estado e as vítimas destes mesmos criminosos da sociedade não faz jus a nada.
30- A vocação é algo para o qual você tem uma resistência específica. A minha resistência específica é a burrice humana.


Uma dica do filósofo Olavo de Carvalho que com certeza pode ser muito útil para você iniciar 2018 com o pé direito:

Resultado de imagem para olavo de carvalho

Uma dica do filósofo Olavo de Carvalho que com certeza pode ser muito útil para você iniciar 2018 com o pé direito:
“O mundo está cheio de coisas grandiosas e maravilhosas onde tem um sinal de Deus, um sinal da eternidade marcado na história. Aproxime-se disso, absorva isso. Não vá só pelo gosto: ‘Ah, eu gosto disso, eu gosto de ouvir Bach!’… Pare com esse negócio! Se você vai só pelo que você gosta, você vai gostar sempre da mesma coisa e vai entrar no repetitivo. Não se trata do gostar, mas do absorver e do compreender. Leia a vida dos santos, mas não venha com negócio de carolice para cima de mim, porque as pessoas lêem um pouco disso e já começam a falar em linguagem evangélica ou então abrem a boca e parece que é Santo Tomás de Aquino que está falando. Isso tudo é imitação grosseira. Você tem de imitar o fundo.

Faça o seguinte teste: experimente ser muito bom, generoso, perdoar sempre as pessoas. Sempre, por dentro e por fora. Já tentou isso alguma vez? Ou faça outro experimento mental: daqui para adiante, tudo o que me acontecer é culpa minha. Não vou culpar mais ninguém. Isto não é bem verdade, mas é uma disciplina. Quando você se irritar por pequena coisa, engula, fique quieto e faça de conta que não aconteceu, porque não existe coisa mais deprimente e mais prejudicial do que você se irritar por pequenas coisas.
Por exemplo, com crianças: a criança às vezes derruba um prato e você fica louco da vida. Por quê? É um pecado derrubar um prato?! A criança cagou na fralda na hora em que você estava pensando em outra coisa. Isto é pecado?! Ela fez alguma coisa moralmente errada?! Mesmo que fosse moralmente errada, não é para você condenar. “Ah, mas aquilo me incomodou!” E é pecado incomodar você?! Quem é você? Não é pecado incomodar o Olavo, não é pecado encher o saco do Olavo, então, por que eu vou ficar bravo com estas coisas?! Pense o seguinte: de agora em diante eu só ficarei bravo com aquilo que ofender o Nosso Senhor Jesus Cristo, ou a Nossa Senhora, ou o Espírito Santo. Se ofender só a mim, ‘me ne frega’.
Experimente isso. Daí você verá que mesmo que esteja no Brasil, sem ocasião de sair daí, você já vai se elevar acima da sociedade. É claro que você vai sofrer, as pessoas não vão te entender. Mas e daí, qual é o problema de não te entenderem?! Quem jamais foi compreendido neste mundo? Acredite que existe a verdadeira bondade, que existe a santidade, que existe o heroísmo, acredite nestas coisas, porque elas existem mesmo.”