segunda-feira, 31 de julho de 2017

As 6 maiores contradições de Lula que nenhum petista gosta de assumir - com Spotiniks



As 6 maiores contradições de Lula que nenhum petista gosta de assumir


2017, sem sombra de dúvida, é um ano marcante na carreira política de Lula. Trata-se não apenas de quando o ex-presidente recebeu sua primeira condenação por corrupção na justiça brasileira, como também seu aniversário de 50 anos de vida pública.
Foi em 1967 que Lula pisou pela primeira vez no sindicato dos metalúrgicos do ABC, entidade que lhe transformaria líder político poucas décadas depois. Foi no sindicato, ou mais precisamente em frente às fábricas de automóveis do ABC, que Lula deu vazão a seu incrível poder de oratória, aglutinando multidões nas greves locais. Foi também por lá que descobriu-se um grande articulador.

Como conta o empresário Mario Garnero, conhecido por ter trazido a Volkswagen ao país e fabricado por aqui o primeiro fusca brasileiro, Lula tornou-se peça central do movimento operário do ABC e em 1976, alguns anos após ter ido aos Estados Unidos receber lições sobre sindicalismo na universidade John Hopkins, ajudou a deflagrar a primeira greve dos metalúrgicos no polo automotivo paulista (dois anos depois ele se consagraria como articulador, não da manutenção, mas justamente do fim de outra greve – a de maio de 1978).
A fama do metalúrgico e futuro presidente tornou-se conhecida nacionalmente em 1985, graças a um empresário responsável por comandar uma das maiores empreiteiras do país. Emílio Odebrecht conta que recebeu Lula neste ano, graças à indicação do então governador de São Paulo, Mario Covas, quando questionou ao mesmo como poderia lidar com a greve no polo petroquímico de Camaçari.
Ao ajudar Odebrecht a lidar com o movimento paredista – criando uma relação diferenciada com o sindicato local, nas palavras do próprio Emílio – Lula acabaria recebendo o apoio da empreiteira em 1989, na primeira vez em que concorreria à presidência, com uma única condição: a que controlasse seu partido, o PT, e não estatizasse o setor petroquímico.
Três candidaturas depois, ao tornar-se um dos presidentes mais bem avaliados da história, acordos como este acabariam se tornando parte da vida corriqueira do Planalto.
Desde então, a principal marca registrada pelo ex-presidente foi a sua imensa capacidade de contradizer os discursos que realiza para a base, e aliar-se aos que elege como os grandes inimigos da pátria.

1. Lula e o empresariado

A radical mudança de postura pública de Lula com o empresariado, que antes o via com desconfiança graças aos planos do PT de reestatizar e intervir excessivamente na economia, possui um ponto de virada histórico: a carta aos brasileiros.
O que até então era desconhecido, ao menos do grande público, é que a carta, escrita por Lula e José Dirceu e distribuída por todo o mercado financeiro como um compromisso de que a economia não sofreria grandes mudanças, foi escrita a seis mãos. Emílio Odebrecht atuou, segundo o próprio, como escritor fantasma da peça, escrevendo parte de um texto que viria a se tornar o ingresso de Lula ao mainstream.
Ao assumir o Planalto, o ex-presidente levou adiante votações polêmicas. Como relata o então Procurador Geral da República em 2012, ainda no processo do Mensalão, o esquema para compra de apoio no Congresso foi utilizado em meio a reformas espinhosas, como a tributária e a da previdência
No primeiro caso, o foco, ao contrário do que sempre desejou a base que o elegeu, jamais foi a regressividade de impostos ou a simplificação tributária para os mais pobres. Lula focou em facilitar a vida do empresariado, reduzindo a complicação que era até então o pagamento do ICMS. De quebra, instituiu ainda a cobrança de imposto de renda sobre o funcionalismo público e limitou as aposentadorias ao teto do INSS.
Utilizar dinheiro oriundo de empresas estatais para comprar apoio e aprovar medidas que contrariavam sua base no próprio funcionalismo, no entanto, era apenas um mero detalhe.
Anos depois, com Guido Mantega liderando o Ministério da Fazenda, Lula desengavetaria um plano para colocar o governo no centro da economia, em total conluio com o empresariado.
Empresas nacionais falidas com a crise de 2008 receberam rápido socorro com dinheiro de aposentadorias de funcionários de estatais, e o BNDES passou a liberar cada vez mais crédito ao grupo que era sempre tratado como vilão nos palanques.
No auge dessa política, o banco público ofertava aos empresários empréstimos com juros iguais à metade daqueles pagos pelo próprio governo, ou três vezes menos do que cobravam os bancos privados. A diferença era paga pelo cidadão comum, que assumia as dívidas feitas pelo Tesouro para bancar a decisão.
Em valores atualizados, a festa que teve seu auge entre 2008 e 2015 concedeu às empresas R$ 1,6 trilhão em empréstimos – 67% deste valor para as mil maiores companhias do país.
Apenas à Odebrecht, que hoje na figura de seus dois últimos presidentes acusam Lula de ter atuado como lobista da empresa, foram nada menos do que R$ 38 bilhões para financiar obras em ao menos 10 países distintos, como Cuba e Angola – e pior: tudo isso bancado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, que segundo estimou O Globo, teve prejuízos de R$ 11 bilhões com as operações.

2. Lula e os banqueiros

Em março de 2003, Lula recebeu para um almoço um grupo de nove banqueiros no Palácio do Planalto. Em tom descontraído, perguntou ao presidente do Itaú quanto receberia mensalmente se depositasse por lá seu FGTS. Com a resposta de Roberto Setubal, de que abocanharia 2% ao mês, decidiu indagar ao presidente do Bradesco quanto pagaria então para pegar um empréstimo no banco: 9%. A diferença é o que os banqueiros chamam de spread.
O tom bem humorado da conversa tornou-se uma marca registrada da relação de Lula com os mesmos banqueiros. Ao contrário do que poderia parecer, não havia razões para endurecer com suas instituições, que na visão do então presidente eram aliadas num plano ainda maior: aumentar o crédito na economia e, assim, gerar mais capacidade de compra aos brasileiros.
O resultado é que em nenhum outro governo até então, os bancos brasileiros cresceram tanto. O estoque de crédito no país saltou de R$ 380 bilhões para R$ 1,6 trilhão entre 2003 e 2010, e na esteira da bancarização, incentivada por Lula, os lucros explodiram. No mesmo período, estima-se que os bancos privados tenham embolsado R$ 331,4 bilhões em lucro (conforme as práticas contábeis sugeridas pelo Banco Central). A cifra impressiona, em especial quando colocada lado a lado a de outro ex-presidente: Fernando Henrique Cardoso.
Com Lula, o lucro dos bancos cresceu 533,65% em relação ao período tucano.
E era o próprio Lula quem assumia isso, como quando disso em campanha em sua reeleição que os banqueiros não tinham qualquer motivo para estar contra o governo, já que nunca antes haviam ganhado tanto dinheiro.

3. Lula: o milionário da senzala

1 minuto. Esse é o tempo exato que o ex-presidente Lula levou para ganhar da empreiteira baiana Odebrecht o mesmo que um trabalhador brasileiro médio levaria 6 meses e 17 dias: R$ 13 mil.
A despeito de ter elegido o discurso do nós contra eles, de alegar sofrer ódio da elite por ser nordestino e pobre, Lula tornou-se um milionário com relativa facilidade. Segundo a Receita Federal, seu instituto, criado para agenciar palestras e outros eventos relacionados à sua figura, já movimentou R$ 52 milhões, tendo um faturamento alegado com as mesmas palestras, além de doações de empresas, no valor de R$ 27 milhões.
Na prática, Lula tornou-se um clássico rentista. Aplicou R$ 9 milhões em previdência privada, modalidade conhecida por aplicar a maior parte dos seus recursos em títulos públicos, se aproveitando das altas taxas de juros do país. Além de manter em conta corrente valores próximos de R$ 650 mil. Um comportamento típico justamente da elite.
Considerando um retorno médio de 0,5% ao mês de seu patrimônio, o mesmo que a poupança (e bem abaixo daquele obtido pelos mais ricos no país), Lula entraria com folga na categoria dos chamados super-ricos, aqueles com uma renda superior a 160 salários mínimos mensais.
Assim como Lula, míseros 72 mil brasileiros desfrutam deste padrão de renda num universo de 200 milhões de pessoas.
Fora daqui, considerando apenas os dados da Receita Federal, o cenário é ainda mais explícito: o ex-presidente está entre os 0,006% mais ricos do planeta. Apenas 362 mil pessoas separam a riqueza de Lula de Bill Gates.

4. Lula e a reforma agrária

No Brasil, há três coisas que você pode dar como certas: pagar impostos, morrer eventualmente e ver o líder do MST ameaçando colocar seu exército nas ruas caso algo ocorra a Lula. 
A relação do ex-presidente com a base rural é antiga, datada ainda dos anos 80, quando Lula decidiu expandir sua base de apoio além do sindicalismo fabril.
Em 2003, já empossado presidente, o metalúrgico nomearia o novo líder máximo do Incra, ligado ao MST, e lançaria o segundo Plano Nacional de Reforma Agrária. Segundo dados do governo, seriam 520 mil famílias assentadas. Como relata o professor titular da USP, Ariovaldo Umbelino, em entrevista à revista Carta Capital, a maior parte desse número, no entanto, era apenas jogo de cena que incluía assentamentos de pessoas atingidas por barragens, regularização de assentamentos antigos, além de áreas de regularização fundiária. Na prática, assentamentos que já existiam passaram a ser reconhecidos.
Na ponta do lápis, foram 220 mil famílias assentadas por Lula em seu primeiro mandato, número inferior aos dos dois mandatos de FHC, cuja relação com o MST motivou até a invasão de uma fazenda do ex-presidente em Minas Gerais.
Foi em seu segundo mandato, porém, que Lula daria uma guinada maior em favor do agronegócio, deixando de lado boa parte das vontades da base que acreditava em mudanças radicais na reforma agrária do país com o primeiro metalúrgico eleito presidente.
Com a MP 458, Lula regularizou 67 milhões de hectares de terras na chamada Amazônia Legal. Na prática, aumentando a capacidade de fiscalização de terras e reconhecendo aquilo que movimentos como o MST classificavam como invasão e grilagem de terras.
Como relatam os movimentos rurais que apoiam o ex-presidente, pelos índices de produtividade de 1985, utilizados pelo INCRA, o país teria 120 milhões de hectares de terras improdutivas cadastrados. Bastaria claro, vontade política de Lula.
Faltou, no entanto, combinar com o próprio Lula – na época, mais interessado em promover a indústria do etanol e em garantir os R$ 9 bilhões que a Odebrecht levou para criar a Odebrecht Agroindustrial.

5. Lula e o consenso de Washington

Que tal se o governo gastasse menos do que arrecada e assim economizasse dinheiro para pagar a dívida pública, distribuindo dinheiro para a população carente ao invés de dar comida e outros serviços, adotando juros de mercado, liderando uma reforma tributária que simplificasse a vida dos empresários, privatizasse empresas e deixasse o mercado regular a taxa de câmbio?
Talvez seja difícil listar tantas medidas juntas que desagradassem com tanta força os membros da equipe econômica do Partido dos Trabalhadores, mas práticas como essas são exatamente as que ficariam resumidas como Consenso de Washington.
Por anos, Lula e seu partido lutaram veementemente contra estas políticas, que acusavam de ser uma tentativa imperialista que feria a soberania brasileira.
Na previdência, no entanto, ninguém adotou com tanta ênfase tais medidas quanto o próprio Lula. Nomeando Antonio Palocci para o Ministério da Fazenda e Henrique Meirelles para o Banco Central, Lula promoveu o mais duro ajuste fiscalda história brasileira.
Consolidou programas como Bolsa Família (justamente o segundo ponto destas medidas citadas), e teve de ler nos jornais Maria da Conceição Tavares, uma das principais economistas do partido, chamar de débeis mentais economistas escolhidos por Lula como Marcos Lisboa, por implementa-lo.
Segundo Maria da Conceição Tavares e outros economistas do partido, tratava-se de uma agenda absurda, tocada por garotos ingênuos que não tinham a menor noção de políticas públicas. Substituir o programa de entrega de leite por um cartão que daria dinheiro aos beneficiários? Projeto de lambe-botas dos ianques.
Com Palocci, nunca antes na história deste país o governo federal economizou tanto dinheiro para pagar os juros da dívida – e como tal, nunca antes a dívida pública caiu tanto, permitindo assim uma queda de juros, facilitando a vida dos banqueiros incitados por Lula para ampliarem o crédito.
Em 2005, ainda com Palocci, a Fazenda chegou a propor uma lei de teto de gastos que imporia rigorosos limites ao governo, e assim, reduziria o problema da dívida pública no médio prazo (segundo estimativas feitas pelo economista do FMI Carlos Góes, em 2015, nada sendo alterado, o país teria uma dívida de 10% do seu PIB, contra os 67% de fato registrados no mesmo ano, graças à medida do teto de gastos). Em valores de hoje, seria R$ 3,7 trilhões a menos em dívidas.
A medida, no entanto, foi barrada pela então ministra Dilma Rousseff, que resumiu seus pensamentos à máxima de que gasto público é vida.

6. Lula e aliados políticos

Isso era o que Lula dizia sobre Roseana Sarney e sua família em 2002.
Eu fico pensando porque que ela aparece bem nas pesquisas. Vocês sabem por que? Porque a Globo é do pai dela, o SBT é do [Edson] Lobão, a Bandeirantes é não sei de quem. E aí é assim, a TV passa o dia inteiro falando bem dela, e ela aparece em primeiro nas pesquisas.
Isso é o que ele dizia em 2014:
Eu não sei porque este preconceito contra o Sarney. Acho que você precisa se tratar viu? Fazer psicanálise. O Sarney foi eleito pelo voto do povo do Amapá e representa uma instituição independente, o senado federal. Uma instituição importante, que me apoiou sim durante 8 anos.
Mudar de opinião sobre algo ou alguém, é claro, nunca foi nenhum crime. A capacidade, no entanto, de mudar de opinião conforme a conveniência política, é uma característica marcante do ex-presidente Lula.
Em seu governo, Sarney tornou-se um grande aliado, uma vez que presidiu o senado e o ajudou a ganhar enorme trânsito no PMDB. Na mesma oportunidade, Edson Lobão tornou-se ministro de Minas e Energia de Lula, mantendo a tradição de entregar a pasta a algum aliado do PMDB.
Graças a uma operação da PF deflagrada contra uma empresa do marido de Roseana, Sarney rompeu com FHC e aliou-se a Lula. Segundo se especulava na época, a operação era uma tentativa de expor a eventual candidatura de Roseana à presidência pelo PFL.
Nada que impedisse Lula de receber com festa o apoio de Sarney em 2002 – o mesmo Sarney chamado por ele de oligarca e ladrão em 1987.
E Sarney não era o único.
Em 2002, Michel Temer liderava a ala oposicionista do PMDB, que havia apoiado José Serra nas eleições. Nada que durasse muito tempo. Poucos anos depois, Temer acabaria não apenas ganhando a presidência da Câmara dos Deputados com amplo apoio de Lula, como sentaria na vice-presidência da República abraçado por seu partido.
Réu em 9 processos no STF, Renan Calheiros é outro dos aliados improváveis. Desde que rompeu com o atual presidente, o senador por Alagoas tem endossado o discurso do ex-presidente e chamado de grave o que considera uma acusação sem provas por parte do juiz Sergio Moro.
Mesmo Collor, grande inimigo em 1989, em uma das campanhas presidenciais consideradas de mais baixo nível no país até então, tornou-se aliado de Lula quando recebeu apoio do PT para presidir a comissão de infraestrutura do Senado.

Maluf, no entanto, talvez seja o caso mais curioso de como o tempo é capaz de curar grandes indiferenças. Desde os nos anos 70, quando ainda era governador de São Paulo indicado pela ditadura militar, já travava inúmeros embates com os militantes que formariam o Partido dos Trabalhadores, com Lula reiteradamente acusando-o de ser ladrão.
Durante a campanha de Fernando Haddad, no entanto, Lula e Maluf reataram de vez a amizade, selando o apoio do Partido Progressista ao ex-prefeito nas eleições de 2012.
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço

Bolsonaro e os covardes - Olavo de Carvalho

  1. Brasil

Bolsonaro e os covardes

24 de julho de 2017 - 5:18:04
Só pessoas totalmente lesadas das faculdades mentais não entendem que a segurança vem antes da economia. Isso inclui toda a classe política brasileira, com exceção do Bolsonaro. Eis por que vou votar nele e aos outros não darei sequer um minuto de atenção.
Quanto mais dinheiro você ganha, mais complicada se torna a sua vida econômica e mais você precisa de ajuda profissional para administrá-la. Aí você começa a achar tudo isso a coisa mais importante do universo. Mas até um mendigo precisa de proteção contra o crime.
Pensem o que bem desejem do Jair Bolsonaro, mas contestem, se puderam, as seguintes afirmações;
1 – Ele é um dos RARÍSSIMOS políticos que jamais se envolveram em qualquer esquema de corrupção.
2 – Ele é o ÚNICO presidenciável que dá mais ênfase à segurança pública do que à economia, isto é, o único que tem senso das proporções no julgamento das urgências nacionais.
3 – Ele é o ÚNICO presidenciável que jamais cortejou a elite esquerdista hegemônica, muito menos a mídia.
4 – Ele é o ÚNICO presidenciável que não modera o seu discurso pelos cânones da etiqueta esquerdista.
Provem que algum outro candidato tem essas qualidades, e talvez eu o considere um concorrente à altura do Bolsonaro.
  1. S. – Não contem comigo para denunciar “falsas direitas”. Isso é FRESCURA.
Nenhum político, empresário ou figurão qualquer que empregue seguranças armados tem o direito de ser desarmamentista. Isso não deve ser nem matéria de discussão.
Façam uma lista de figurões desarmamentistas que têm seguranças armados, e os denunciem dia e noite, para que sejam vaiados onde quer que apareçam. Isso sim é importante.
Desarmamentismo é genocídio.
Conteste isto racionalmente, se puder: Não estou alinhado a direita nenhuma, mas não mudei em nada a minha convicção de que, num país saudável, devem existir uma esquerda e uma direita, ambas com o direito a uma quota igual de radicalismo. Se a esquerda tem o direito de fazer a apologia do Che Guevara, do Mao Dzedong e do Nicolas Pauduro, por que alguém deve ser proibido de dizer umas palavrinhas em favor do Coronel Ustra, que perto deles é um menino-passarinho? Direitista que quer ver a direita submetida às regras da guerra assimétrica é um comunista disfarçado ou, na mais branda das hipóteses, um idiota desprezível, um escravo mental da hegemonia esquerdista.
Quem denuncia “falsas direitas” se autonomeia fiscal da ortodoxia direitista. Vejo nisso dois problemas: (1) Essa ortodoxia não existe. (2) Esse é o último emprego que eu desejaria no mundo.
Quer o chamem de “bolsominion” por ser eleitor do Bolsonaro, ou de “falso direitista” por preferir outro candidato, a resposta oficial, nos dois casos, deve ser:
— É o cu da mãe.
O direitista incapaz de entender o que está realmente em jogo, pronto a submeter-se portanto às regras da guerra assimétrica, não é um “falso direitista”. É simplesmente um bobo.
Se alguém foi torturado numa repartição chefiada pelo Coronel Ustra, este é obviamente responsável, na justiça civil, pelo ressarcimento dos danos sofridos, mas isso não equivale nem de longe a uma condenação na Justiça Penal por CRIME DE TORTURA. Chamá-lo de torturador é CRIME DE CALÚNIA — e ele foi muito bobo de não processar, um por um, os que cometeram esse crime, que a hegemonia esquerdista acabou legitimando como prática normal e até meritória. Todo direitista que caia nessa armadilha e saia repetindo que o Bolsonaro “elogiou um torturador” é um escravo mental da esquerda, um idiota útil em toda a linha.
Pior ainda: os que receberam a indenização eram membros do PC do B, o partido maoísta, apologistas portanto do MAIOR TORTURADOR E GENOCIDA DE TODOS OS TEMPOS.
Mesmo considerando que o Bolsonaro é incomparavalmente mais culto do que o Lula (ninguém chega a capitão sem ter cursado escola militar), admitamos a premissa vulgar de que ele não tem cultura. Segue-se inevitavelmente a pergunta: Se a esquerda tem o direito de elegar um presidente inculto e ainda considerar isso um mérito, por que a direita não pode fazer o mesmo? Negá-lo é submeter-se à guerra assimétrica.
Laudo Paroni tem razão: Com tantos comunistas barbaramente torturados na ditadura, como é que não apareceu até agora um único olho furado, um único dedo cortado, uma unha faltante, uma sequela qualquer nem mesmo de ordem neurológica, uma porra de uma cicatrizinha de merda?
Possuir armas não é só uma questão de necessidade, mas de dignidade. Quem se recusa a ter armas transfere a outros o dever de matar e morrer para defendê-lo. Nem velhinhas frágeis têm o direito de pensar assim, quanto mais homens adultos e fortes.
A coisa que dá a idéia mais aproximada do que significa “imensurável” é o ódio que os covardes têm aos corajosos. A presença de um homem de coragem obriga os outros a agir como se fossem corajosos também. O covarde jamais perdoará esse crime. Homem que é homem não fica suplicando por um macho fardado que o proteja. Quem confia a proteção da sua família integralmente ao Estado não merece ter família. Não sei qual dos dois é pior: o Estado que deixa o cidadão desprotegido ou o que o impede de proteger-se. Mas o Estado brasileiro faz as duas coisas.
“Os fascistas do futuro se denominarão antifascistas.” (Winston Churchill):

Lula: caso de cadeia - Ipojuca Pontes

Lula: caso de cadeia

30 de julho de 2017 - 17:04:14

Garantia Sivuca – José Guilherme Godinho, policial membro da Scuderie Detetive Le Cocq, um dos responsáveis pela caçada e morte de Cara de Cavalo, cafetão,  traficante, assassino e “caso íntimo” do Hélio Oiticica, o vanguardeiro performático das artes tropicalistas que chegou a homenagear o amor bandido com a ode-legenda “Seja marginal, seja herói” – bem, dizia Sivuca que “bandido bom é bandido morto”, bordão que o fez deputado estadual por duas vezes no ainda tolerável Rio de Janeiro dos anos 1990.
Pessoalmente, não chego a tanto. Mas acredito piamente que “bandido bom é bandido preso”, se possível, em certos casos, perpetuamente, num presídio de segurança máxima.
Este é bem o caso, por exemplo, de  Luiz Inácio da Silva, reconhecido nas rodas civilizadas como o “Chacal” da politicagem tupiniquim.
Recentemente, como sabem todos (e a quase generalidade da população aplaudiu), o competente juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e meio de cadeia, por corrupção e lavagem de dinheiro. É pouco – muito pouco, pouco mesmo. Neste sentido, procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal tomaram a decisão de recorrer da sentença e pedir penas maiores para o dono do PT. Faz sentido. De fato, como já escrevi, onde se abrir o Código Penal, o honorável Lula corre o risco de ser enquadrado: felonia, prevaricação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outras tantas mazelas, formam o prontuário desta imperdoável figura que levou o País à degradação moral, política, econômica e social de forma nunca trilhada na nossa controversa história republicana.
Com Lula e o entorno comunista do PT, ambos aboletados nas utopias funestas e convenientes a tipos que nem Frei Beto (não dá pra mais de um “t”), FHC, Antonio Candido, Sérgio Buarque de Holanda, Geisel, Golberi et caterva, o Brasil trilhou (e continua a trilhar) os caminhos criminosos do “socialismo tropical” ou, se quiserem, do “estatismo selvagem”. Com a comunalha no poder, ingressamos, sem tirar nem pôr, na atmosfera mórbida do sétimo círculo do inferno traçado por Dante Alighieri nas páginas da Divina Comédia.
Eis o fato: nos 13 anos em que Luiz Inácio corrompeu a nação (sim, o “cara” impôs e sempre esteve por trás das manobras da guerrilheira marionete), atingimos a condição de um dos países mais corruptos e violentos do mundo, ao tempo em que se consolidou entre nós o aparelhamento do “Estado Forte” e se fincou no pedaço, seguindo as resoluções do Foro de São Paulo, uma burocracia insustentável que nos levou à insolvência absoluta.
Os números atuais impressionam: o País da era Lula comporta hoje 151 estatais deficitárias (entre elas, a Petrobras), 30 ministérios falidos, 153 autarquias e fundações federais inviáveis, 100 mil cargos comissionados e funções de confiança e gratificações supimpas, 250 mil funcionários-ativistas terceirizados, sem incluir o rombo previdenciário estimado (só em 2017) em R$ 167 bilhões e a alucinante dívida pública federal avaliada (pelo Tesouro Nacional) em mais de R$ 3 trilhões. Eis o prognóstico tardio: segundo cálculos fundamentados, as contas nacionais, caso as legiões socialistas de Lula fossem expulsas hoje das bocas estatais, só seriam ajustadas a partir de 2089. Ou seja, daqui a 60 anos!
Na sua oligofrenia progressiva, Lula diz que o seu governo livrou da fome 40 milhões de carentes que saíram da linha da pobreza para ingressar numa “nova classe média”. Sem jamais entrar numa fila do INSS, sustenta que transformou a saúde do Brasil em coisa de Primeiro Mundo. Mais: garante que mesmo sendo analfabeto de pai e mãe, abriu as portas das universidades para o povo. E tudo a partir da consolidação, pelo seu “Estado Forte”, de uma política de “conteúdo nacional” (vide a “Nova Matriz Econômica”, de fedor leninesco).
Cinismo assumido, a mentira tem pernas curtas. Dias atrás, amplo relatório divulgado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) deu conta, detalhadamente, da desastrosa política industrial e comercial imposta ao País nos 13 anos dos governos de Lula Rousseff.
Escorado na farra vertiginosa de subsídios fiscais e financeiros, que detonou uma inflação de dois dígitos, foram desperdiçados trilhões de reais com os “campeões nacionais” JBS-Friboi, Odebrecht, empresas do finório Eike Batista, OI, OAS etc., cujo objetivo paralelo gerou propinoduto para abastecer os cofres inabordáveis do PT, dos partidos aliados e demais  “companheiros de viagens”.
Pior: no esquema criminoso adotado, foram preteridas as relações comerciais com economias desenvolvidas enquanto eram  torrados bilhões de dólares com Cuba, Venezuela, Angola, República Dominicana, Bolívia e afins, países velhacos manobrados por comunistas ávidos de dinheiro fácil em troca da adesão irrestrita ao “socialismo do século XXI”. Coisa de doido!
Por fim, ouriçados com a decisão do Juiz Moro em bloquear 9 milhões de reais do ex-presidente, a tropa de choque petista classificou-a como “mesquinha”. De fato, a decisão do juiz, em se tratando de condenados por corrupção e lavagem de dinheiro, é obrigatória. Assim, o protesto soa como deboche.
Ademais, Lula aufere gordas aposentadorias, tem carro com chofer, apartamento confortável do qual não pode ser despejado, adega de fazer inveja a Brillat-Savarin, além de filhos e sobrinhos ricos. Há quem admita até que o honorável dispõe de boas reservas em Cuba e na Venezuela.
E o PT, ainda hoje uma das siglas partidárias mais ricas do planeta, não vai permitir que o seu “líder carismático” saia da boa vida e fique “asfixiado”.

Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

Reajustes dos servidores aprofundam a crise fiscal – Editorial | Valor Econômico


Diante das crescentes dificuldades fiscais, o governo federal agora sinaliza a possibilidade de enfrentar um difícil embate com um dos setores mais mobilizados da sociedade: os servidores públicos. A área econômica do governo, como antecipou o Valor PRO na quarta-feira, estuda a adoção de medidas como a suspensão temporária dos aumentos dados ao funcionalismo público federal e até o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14% nesse segmento. Deve apoiar, também, projetos que tramitam no Congresso para incluir, no limite do teto, os benefícios e vantagens recebidos por funcionários.

Em 2018, os reajustes salariais devem gerar impacto de R$ 7,12 bilhões nas contas do governo. Vale lembrar que esse efeito se dá sobre a base de despesa que já subiu R$ 12,39 bilhões, por causa dos reajustes que entraram em vigor neste ano. A despesa com pessoal ativo em 2017 supera os R$ 130 bilhões, segundo dados do ministério do Planejamento.

Note-se que o crescimento desse gasto, apenas por força da elevação dos salários no Executivo federal em 2017, é maior do que os R$ 10,4 bilhões que o governo espera arrecadar com a elevação do PIS/Cofins sobre combustíveis. Também é superior aos R$ 11 bilhões que o governo reduziu nos investimentos no primeiro semestre para viabilizar o cumprimento da meta fiscal, que, mesmo assim, continua na berlinda.

O governo defende a decisão sobre a concessão dos reajustes tomada no ano passado alegando que os acordos já estavam assinados pelo governo anterior e que o compromisso do Estado deveria ser cumprido. A justificativa, nobre por certo, apenas tangencia o real problema, que é a falta de capacidade do país bancar essa despesa por conta da penúria orçamentária.

Cabe ainda ressaltar que os compromissos ocorreram em um ambiente absolutamente fora do normal, no qual a fragilidade política crescente da gestão Dilma Rousseff foi aproveitada pelo funcionalismo para o sucesso de sua negociação. Ainda que se desconsidere esse aspecto político, o governo Michel Temer, ao assumir, teve como seu compromisso primordial a reorganização das contas públicas. E, com base nessa premissa, deveria ter suspendido o acordo já de início, esclarecendo que o momento das finanças do país não comportava sua efetivação.

É claro que lidar com insatisfação de funcionários é um problema para qualquer empresa e, no caso do governo, não é diferente. Mas quando uma dificuldade é honestamente explicada, há possibilidade de entendimento, se não da corporação atingida, com certeza da sociedade. O erro da falta de firmeza do governo Temer no ano passado já foi cometido e não há o que se fazer. A ideia de adiar o aumento previsto para 2018 é um paliativo que, dado o quadro complicado das contas públicas, merece ser considerado.

A forte queda da inflação é um elemento a mais no esforço de convencimento dos servidores federais. O prejuízo das bem remuneradas carreiras federais seria bem menor, já que neste ano estão tendo até um imprevisto ganho real de renda.

A discussão sobre aumentar a tributação previdenciária dos servidores também faz sentido. O governo tem cobrado essa medida dos Estados que estão em situação tão ruim ou pior do que a União como parte do ajuste fiscal desses entes. Poderia dar o exemplo. Mesmo que um eventual aumento também seja temporário, o debate precisa ser feito, já que o déficit previdenciário dos funcionários públicos (civis e militares) é muito alto: R$ 82,5 bilhões nos 12 meses encerrados até junho, de acordo com dados do Tesouro Nacional.

Mas o esforço fiscal não pode ser uma discussão restrita ao Poder Executivo. Os demais Poderes também precisam se sensibilizar quanto ao tema. A conjuntura econômica brasileira não comporta reajustes salariais para carreiras altamente remuneradas, como o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal.

Ainda que o impacto orçamentário do aumento de 16,7% aprovado pelo Conselho Superior do Ministério Público seja proporcionalmente pequeno (R$ 116 milhões) diante da trilionária estrutura de gasto do país, o efeito simbólico é relevante. Além disso, o movimento, se for levado a cabo com aprovação pelo Congresso Nacional, deve gerar pressões de outras categorias. É uma espiral infindável na qual o Estado, que não dá conta de suas despesas atuais, fica cada vez mais fragilizado e pressionado a subir impostos.