segunda-feira, 10 de julho de 2017

TRUMP DEFENDE O OCIDENTE NA POLÔNIA. É POR ISSO QUE ELE É “MACHISTA, RACISTA, HOMOFÓBICO” ETC? Flavio Morgenstern

Em discurso histórico na Polônia (obviamente, ignorado pela mídia), Trump defende o Ocidente. Mas só o enxergam através de ideologias.
Em um momento que já está sendo descrito como digno de comparação com Ronald Reagan diante do Muro de Berlim, o presidente americano Donald Trump fez o melhor discurso de sua carreira em Varsóvia, na Polônia – outro país que sofreu com o totalitarismo comunista, e tal fato nunca é mencionado pela mídia, que tem ganas de passar uma boa imagem da ideologia genocida.
Num momento em que o mundo vê o Ocidente morrer nada lentamente, com a hégira promovendo a islamização do Ocidente com muito maior rapidez do que durante a invasão moura na Península Ibérica, na Batalha de Batalha de Poitiers, na Batalha de Varna e na Batalha de Viena, nenhum líder ocidental parece ao menos preocupado em admitir que o Ocidente morre, se torna irreconhecível, que há algo diferente acontecendo no mundo civilizado hoje. Não é o caso de Donald Trump.
Eleito após a América se cansar e chegar ao limite com as políticas anti-colonialistas e de ações afirmativas e policiamento politicamente correto de Barack Obama, Donald Trump foge da linguagem pomposa e oca dos acadêmicos e do policiamento cheio de -ismos -fobias da grande e velha mídia – e não poderia estar melhor acompanhado na arte de admitir o óbvio que incomoda do que na Polônia, país que sofreu com o nacional-socialismo e o socialismo internacional e hoje se fecha em sua tradição de república não-democrática (Rzeczpospolita Polska) fechando suas fronteiras contra a invasão islâmica.
Em seu discurso, Donald Trump disse o que todos os ocidentais que observam a morte do Ocidente queriam ouvir: o Ocidente nunca irá se destruir. Trump lembrou a história da Polônia e os líderes que lutaram no país por liberdade e contra o totalitarismo. Falou da ocupação, do Holocausto, do gueto de Varsóvia, do levante do gueto de Varsóvia contra os nazistas, da Avenida Jerusalém.
Do massacre na floresta de Katyn pelos comunistas e da morte de cerca de um quinto da cidade. Elogiou o grande espírito de liberdade do povo, que defendeu “uma das mais vibrantes populações de judeus da Europa” e expulsou dois totalitarismos, custando 150.00 vidas polonesas “na luta desesperada para destruir a opressão”. Não teve amarras politicamente corretas para evitar falar a palavra “comunismo”, num país que sofreu tanto com a tirania. Lembrou de Copérnico, de Chopin e do papa São João Paulo II.
Palavras de Trump: “A história da Polônia é a história de um povo que nunca perdeu a esperança, que nunca se submeteu, e que nunca, nunca se esqueceu de quem é.”
Firme em sua defesa do comércio bilateral, e não multilateral (conforme explicamos aqui), que a mídia e políticos incultos insistem em confundir com “protecionismo”, Trump ainda garantiu que a América “dará boas vindas a laços de troca e comércio mais fortes” para que a Polônia, fortíssima culturalmente e em espírito, mas ainda uma economia derrapante, se erga à altura de seu povo.
Mas o momento mais “chocante” foi sua defesa da Polônia como um dos bastiões do Ocidente, lembrando que até militarmente a Polônia sempre combateu a tirania lado a lado com a América. Que a Polônia, protegendo suas fronteiras, combate o terrorismo e os países que exportam a terrível ideologia do terrorismo para o mundo.
Lembrou que América e Polônia são países que asseguram o Estado de Direito e a liberdade de expressão – exatamente as marcas do Ocidente, que confundem ocidentais, achando que elas estão garantidas para sempre.
E continuando na causa da liberdade contra as tiranias do nazismo e do comunismo, e sua continuidade no terrorismo islâmico moderno, lembrou de um sermão do papa São João Paulo II na Polônia e arrematou:
Um milhão de poloneses não pediu por riqueza. Eles não pediram privilégios. Um milhão de poloneses estavam dizendo três simples palavras: “Nós queremos Deus”. Nestas palavras, o povo polonês relembraram a promessa de um futuro melhor.
A platéia chegou a interromper o presidente para gritar “Donald Trump! Donald Trump!” por cerca de 5 minutos.
Nada pode ser mais ocidental. Nada pode ser mais digno dos dias atuais – ainda mais se comparando ao discurso melífluo e feito para consumidores da grande e velha mídia como fazem líderes como Angela Merkel, Justin Trudeau, Theresa May, Emmanuel Macron e quejandos, que falam a qualquer um, exceto ao povo de carne e osso que vive no Ocidente que governam.
O Ocidente se recusa a enxergar qualquer um como inimigo, ainda mais um inimigo de sua liberdade – e de seus pescoços. Qualquer um, exceto o próprio Ocidente.
Basta lembrar que Donald Trump é atacado pela mídia 24/7, como um novo Hitler, como “racista”, como “machista”, como “homofóbico” (logo o único presidente a ser a favor do casamento gay desde o seu primeiro dia de mandato), todos repetindo em uníssono e com medo de pegar mal não repetir robotica e acerebralmente o bordão.
E qual a razão de ser tão nocivo, um “perigo” ao mundo, que precisa ser morto, como o disse Arnaldo Jabor? Justamente o que disse na Polônia: Trump defende o Ocidente. A civilização mais próspera, mais rica, mais livre, mais agradável de se viver no mundo.
Na ótica do multiculturalismo, todas as culturas devem ser defendidas por relativismo, numa equivalência absoluta entre sharia e as 27 emendas da Constituição americana. É óbvio que na vida real, longe dos abstracionismos acadêmicos, a verdade é exatamente o oposto – e na política real, do dia a dia, o que multiculturalistas defendem é justamente que “refugiados” de culturas inferiores tenham direito livre de chegar no Ocidente, mesmo que planejem o seu fim, já que, na vida real, o Ocidente é melhor, e é para onde todos fogem do comunismo e do islamismo.
A verdade é que, não importa o quanto a mídia, a Academia e os jovens descolados tentem inventar -ismos -fobias, Donald Trump fala ao povo de verdade, não a ideólogos que vivem em guerra contra… o Ocidente.
Ideólogos só pensam por tais claves, e para pensar o Ocidente, imediatamente reclamam que a defesa dos valores ocidentais, de Jerusalém, Atenas e Roma, são “eurocentrismo”, “racismo” e uma miríade de outras palavras para preconceito e intolerância. É caso sui generis: ideólogos só podem pensar assim porque o Ocidente de Jerusalém, Atenas e Roma construiu uma civilização que permite tais críticas. Em nenhum outro lugar a profusão de -ismos para defender a única civilização que não depende de uma raça prosperaria.

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