quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um país chamado morte - Claudia Wild


Um país chamado morte

11 de julho de 2017 - 14:36:57
O Brasil vive momentos agonizantes. Um país dominado pelo crime, por bandidos de toda ordem e de norte a sul. Um país sem lei, ou de leis absurdas a serviço do crime e da impunidade. Um país praticamente sem justiça. Um país sem rumo. Um país sem moral. Um país desprovido da dignidade humana, tomado por uma mentalidade imbecilizada e genocida que não poupa seus filhos, poupando apenas seus bandidos.
Mais uma vez, em rede nacional assistimos de forma silente o abate covarde de um Policial Militar. Um homem jovem, um pai de família e anônimo brasileiro. Um herói que apenas escolheu o lado “errado“. Estivesse ele do lado do crime, no dia de hoje, entidades de vários segmentos da sociedade estariam protestando contra a violência do Estado por intermédio de sua polícia. Entretanto, como foi a desnecessária vida de um reles policial não haverá nota oficial, protestos, mesas redondas, opiniões de “especialistas“ em Segurança Pública ou congêneres.
A vida no Brasil, na verdade, se tornou um pormenor banal. Um país que assiste absolutamente inerte à execução de mais de 60 mil pessoas por ano. Um país que já se acostumou aos massacres inescrupulosos da imprensa contra policiais. Um país que não sabe mais distinguir o crime e o lícito. Um país onde a barbárie impera e os executores
desta barbárie são eleitos, votados, ou privilegiados em todos os Poderes da República.
O policial militar morto em Minas Gerais, Cabo Marcos Silva (foto à dir.) é apenas uma pontinha mínima do iceberg. Ele é apenas mais um a perder sua preciosa vida para um sistema de burocratas assassinos e moralmente repulsivos. Burocratas que inverteram os valores no país. Foram estas pessoas que mataram o Cabo Marcos. Disparar o fuzil foi um mero detalhe revolucionário que qualquer bandidinho de quinta categoria – devidamente armado pelo Estatuto do Desarmamento – poderia fazê-lo. No país da hipocrisia máxima, a arma pertence ao crime e nem mesmo os policiais têm liberdade para usá-la.
A execração pública a que é submetida a brava Polícia do Brasil só encontra tradução nos dicionários dos canalhas. O Brasil da vida pública odeia seus heróis e glorifica sua escumalha. Aquela malta que veste terno e senta-se confortavelmente em seu escritório refrigerado com uma caneta na mão para decidir os rumos do fracasso brasileiro e sua desorientada trilha.
Nós também ajudamos a matar este Policial Militar. Nós, que outorgamos poderes para esta súcia ordinária agir, ou que aceitamos suas esdrúxulas imposições nas mais variadas repartições da estrutura pública e cartorária nacional. Nós, que nos resignamos diante de cada assassinato de um policial, ou de um brasileiro impotente diante das garras do Estado – que nem ao menos o sagrado direito à legítima defesa possui. Nós, que aceitamos calados a mídia difamar incessantemente nossos policiais.
O Brasil não é uma nação. O país se tornou um amontoado de terra povoado por ovelhas dóceis que são perseguidas por lobos 24 horas por dia. Lobos oficiais com carteiras funcionais e outros lobos com permissão estatal para agir – os bandidos.
O Brasil só será uma nação se houver uma moralização completa no país e a inversão de valores der lugar ao correto e ao justo. A justiça brasileira apenas referenda aquilo que abraçou como causa e objetivo: tornar este aglomerado de terra um povoado de ninguém e do nada; desde que os bolsos estejam recheados do vil metal e que a arrogância seja recompensada pelo Poder – soberana e mediocremente concedido pelo Estado em falso nome da Lei e da ordem.
O Brasil se tornou uma farsa medonha.
 
Claudia Wild apresenta o programa A Hora de Europa, na Rádio Vox.

Um comentário:

  1. VIOLÊNCIA.

    Eu não tiro o meu chapéu para a violência de jeito nenhum.

    As armas nas mãos das pessoas hoje são poucas sim.Muitas delas estão fazendo justiça com as próprias mãos.Não é que não exista justiça,é que ninguém quer se testemunha de ninguém mesmo vendo.

    Peço-lhe desculpa por não me identificar porque já fui vítima dessa violência.Violência política e violência humana entre pessoas que jamais deveriam ser violentas.

    Eu vou citar algumas violências que eu fui vítima,que presenciei por coisas banais e por interesses pessoais e conjugais.

    Primeira delas: um cara foi na minha casa e me pediu o salário de vereador que em 1990 valia CR$ 10.000,00.Como eu não dei ele disse para o irmão dele que era um pistoleiro que teria esculhambado ele na honra policial.Passados alguns o irmão do cara valente veio me matar e passei 1 hora nas mãos deles.Escapei fedendo aos 45 minutos dos segundo tempo.

    Segundo: um cara tomou um dinheiro emprestado e não pagou.Por causa disso um cara terminou matando o agiota.0 filho do agiota foi matar o mandante e terminaram matando uma pessoa errada.Duas mortes banais.

    Terceira: duas pessoas disputavam a conquista de uma rádio comunitária.Chegaram a por os dedos um cara do outro.Eu estava perto dos dois no computador e fique quase cego.A minha glicose disparou.0 dono da rádio chegou para mim e me disse que se viesse perder a rádio mataria o companheiro.

    Quarto: dois jovens tem um caso com a mesma mulher.Numa conversa de bar ambos brigaram e terminou um acusando disso e daquilo e assim terminou em morte.

    Quinto: um cara deixou sua companheiro e se juntou com outra.A ex-companheiro do cara era prima de um pistoleiro.0 cara matou o ex-companheiro na porta outra companheira.

    É o pior assunto para se comentar,mas é preciso que nós tomemos conhecimento destas e outras realidades da violência na nossa sociedade moderna.

    As armas nas mãos das pessoas sem nenhum preparo psicológico não dá segurança e sim provoca mais violência.Um homem ou uma mulher armados não aguentam desaforo de ninguém.

    ResponderExcluir